Por Marco Severini — Em uma sequência de eventos que exige calma institucional e precisão nas ações, o Ministério das Relações Exteriores da Itália, a Farnesina, e o Consulado Geral de Zurique estão acompanhando o caso do connacional Luciano Capasso, italiano desaparecido desde 16 de fevereiro em St. Moritz.
Segundo a nota oficial da Farnesina, o connazionale saiu para uma excursão solitária a aproximadamente 2.700 metros de altitude e, ao que tudo indica, foi surpreendido por uma forte tempestade de neve. As autoridades suíças iniciaram operações de busca imediatamente, mas as ações foram interrompidas na data de hoje devido às condições meteorológicas adversas.
Do ponto de vista operativo, trata-se de uma situação em que os fatores ambientais impõem limites claros às capacidades de salvamento. Em altitudes elevadas, a combinação de vento, visibilidade reduzida e risco de avalanches transforma qualquer busca em um esforço que deve ser cuidadosamente calibrado entre velocidade e segurança das equipes.
A Farnesina e o Consulado Geral de Zurique mantêm contato constante com a família do desaparecido. Conforme consta na comunicação oficial, o Cônsul-Geral em Zurique realizou ontem contato telefônico com o irmão e a mãe de Capasso, e desde a noite anterior o Consulado presta assistência ao outro irmão, que seguiu para a Suíça para acompanhar as diligências. Em Roma, a unidade responsável — Unità tutela italiani all’estero — continuará a coordenar as comunicações com a família e a confirmar cada passo no preparo para a retomada das buscas em montanha.
Como analista que observa o quadro com a precisão de um enxadrista sobre o tabuleiro, é importante sublinhar que a ação diplomática aqui é dupla: por um lado, a assistência consular direta à família; por outro, o papel de interlocutor com as autoridades suíças para assegurar que, quando as condições permitirem, os recursos de busca sejam otimizados. Cada movimento deve ser pensado para preservar vidas sem comprometer as equipes de salvamento — um equilíbrio que lembra a arquitetura clássica de um planejamento estratégico bem fundamentado.
Não há, até o momento, novas informações públicas sobre o paradeiro de Luciano Capasso. A comunidade local, as equipes de resgate e as representações diplomáticas permanecem em alerta. Eventuais retomadas das buscas dependerão da melhoria das condições meteorológicas e de avaliações técnicas sobre segurança na região alpina.
Continuarei acompanhando o desenvolvimento deste caso com a serenidade e o rigor analítico que a situação exige, mantendo a atenção às sequências institucionais e ao conforto humanitário da família — o núcleo que mais precisa de respostas num momento em que o tabuleiro ainda não revelou o próximo movimento decisivo.






















