Por Marco Severini — Em um movimento que revela um redesenho silencioso dos alicerces da formação em saúde na Itália, o IEuD — Instituto Europeu das Dependências de Milão — consolidou em 2025 a sua Academy ECM como um centro de excelência para a atualização de profissionais que atuam no combate às dependências e na promoção da saúde mental.
Os dados divulgados pela Área Academy do IEuD mostram um resultado quantitativo e qualificado: mais de 3.000 participantes envolvidos ao longo do ano nos cursos credenciados pelo provider Spazio Iris, com um total superior a 9.000 créditos formativos atribuídos. Estes números não são meros indicadores administrativos; constituem um movimento estratégico no tabuleiro da formação profissional, uma resposta necessária diante de problemas que afetam milhões.
As estimativas epidemiológicas sublinham a urgência da iniciativa: cerca de 5 milhões de italianos estão em risco de desenvolver uma dependência, e mais de 4 milhões apresentam consumos alcoólicos considerados de risco para a saúde. A persistente subdiagnose e o acesso ainda insuficiente a tratamentos qualificam a formação contínua como peça-chave para a intervenção eficaz.
A participação nos cursos foi multidisciplinar, refletindo a complexidade clínica das dependências. A distribuição profissional registrada em 2025 foi a seguinte: Psicólogos/Psicoterapeutas (30%), Enfermeiros (26%), Educadores (22%), Médicos de família (6%), Técnicos de reabilitação psiquiátrica (3%), Psiquiatras (1%) e outros profissionais de saúde (12%).
Do ponto de vista estratégico, esse nível de engajamento sinaliza maior consciência entre os operadores de saúde sobre a necessidade de ferramentas baseadas em evidências para prevenção, diagnóstico e tratamento das dependências e transtornos correlatos. É um reposicionamento de capacidades que fortalece a resiliência do sistema de saúde frente a novas pressões.
Projetando o próximo movimento, o IEuD anunciou para 2026 a expansão do seu portfólio formativo com quatro novos cursos ECM, voltados a temas de impacto clínico emergente: novas substâncias psicoativas; neurociências afetivas; yoga e dependências; e dependência de benzodiazepínicos. Trata-se de um leque que combina inovação científica e necessidade clínica, acomodando tanto a vertente biomédica quanto abordagens integradas de cuidado.
Como analista de geopolítica da saúde, observo que iniciativas como a Academy ECM do IEuD funcionam como peças de arquitetura institucional: estabilizam práticas, fomentam redes profissionais e, sobretudo, criam um padrão de intervenção que pode ser replicado além das fronteiras regionais. Em termos práticos, traduzem-se em maior qualidade assistencial e em melhor capacidade de resposta a crises sanitárias silenciosas.
O desafio permanece significativo. A consolidação de uma cultura da saúde mental integrada, competente e orientada ao bem-estar exige continuidade, recursos e uma visão estratégica de longo prazo. A aposta do IEuD em formação qualificada é um movimento decisivo no tabuleiro — não a solução total, mas um avanço necessário para reequilibrar a tectônica de poder entre prevenção, assistência e reabilitação.
Contato e informações sobre os cursos podem ser obtidos junto ao IEuD e ao provider Spazio Iris.






















