Fontes citadas pela Bloomberg indicam que os enviados especiais do presidente americano Donald Trump, o financista Steve Witkoff e o genro Jared Kushner, podem realizar em breve uma viagem a Moscou para um novo encontro com o presidente russo Vladimir Putin. A visita, segundo as mesmas fontes, estaria prevista para este mês, embora ainda sem data fechada — e sujeita a adiamentos devido à instabilidade no Irã e à própria disponibilidade do líder do Kremlin.
A Casa Branca afirmou que, no momento, nenhum encontro está programado; o Kremlin não respondeu ao pedido de comentários. Trata-se de uma movimentação que, caso confirmada, representaria mais um esforço de ponte entre Washington e Moscou, uma tentativa de reconfigurar canais diplomáticos fora da arquitetura formal — um tipo de obra de bastidores na construção de direitos e equilíbrio geopolítico.
No mesmo período, informações oficiais das autoridades ucranianas relatam nova onda de violência: a Federação Russa teria atacado durante a noite 15 infraestruturas críticas no território ucraniano, incluindo usinas termoelétricas e instalações ligadas ao abastecimento de água e aquecimento. O vice-ministro do desenvolvimento comunitário e territorial, Kostyantyn Kovalchuk, declarou em briefing que as ações afetaram centros energéticos em várias regiões.
Na cidade central de Kryvyi Rih, drones russos teriam detonados ataques que deixaram mais de 45.000 consumidores sem energia e interromperam o fornecimento de aquecimento. O chefe da administração militar local, Oleksandr Vilkul, pediu pela população que “faça estoque de água e mantenha dispositivos carregados, se possível. Será difícil” — orientação transmitida via Telegram. As estações de bombeamento passaram a operar com geradores, mantendo a água no sistema, mas com risco de perda de pressão, segundo as autoridades.
Enquanto isso, na Rússia meridional, um ataque com drones ucranianos desencadeou um incêndio em uma área industrial e danificou blocos residenciais no porto de Rostov do Don, conforme relatou o prefeito Aleksandr Skryabin. Defesas aéreas tentaram interceptar as ameaças sobre distritos ocidentais da cidade; queda de destroços teria sido a causa dos danos e do fogo.
Autoridades ucranianas também informaram que houve alerta aéreo em Kiev e em diversas regiões devido à ameaça de mísseis balísticos, com pedidos para que a população busque imediatamente abrigos até o fim do perigo. A Força Aérea da Ucrânia indicou que a possível ameaça vinha do norte.
Até o momento, não houve comentários oficiais da Rússia sobre os ataques relatados em Kryvyi Rih ou sobre o incêndio em Rostov. O quadro mostra simultaneamente iniciativas diplomáticas em perspectiva e um aumento das hostilidades no terreno — um contraste que revela o peso da caneta e a força dos mísseis na arquitetura do atual conflito.
Como repórter que observa a intersecção entre decisões de poder e vida cotidiana, sigo acompanhando os desdobramentos: a eventual visita de Witkoff e Kushner a Moscou terá impacto direto sobre canais de negociação; já os ataques recentes aumentam a urgência de medidas para proteger civis e infraestrutura essencial. Esta é uma batalha que afeta a base — os alicerces — do dia a dia das comunidades envolvidas.






















