Durante a noite de 6 de janeiro, as forças russas lançaram um **massivo ataque** contra a Ucrânia, empregando 61 drones de ataque — entre eles cerca de 40 do tipo **Shahed** — e outros vetores, segundo relatório da força aérea ucraniana citado pela Rbc Ukraine. O assalto teve início por volta das 18h e partiu de áreas próximas a Millerovo, Kursk, Oryol e da região de Donetsk.
Os alertas antiaéreos soaram repetidamente em Kiev e na maior parte das regiões ucranianas ao longo da noite. Além da ameaça dos drones, o país enfrentou alerta por risco de mísseis balísticos e pelo movimento de dois MiG-31K, que ampliaram as sirenes e geraram duas ondas de alerta nacional.
A noite foi tensa e não passou sem danos: no distrito de Obolonskyi, em Kiev, um ataque danificou uma estrutura médica privada, obrigando à evacuação de pacientes. Na região de Kherson, um ataque com drone matou o reitor da igreja da Intercessão no vilarejo de Orlove, o arcipreste Heorhii Horbenko, conforme relatado pelas autoridades locais.
Em resposta, a Rússia informou que suas defesas antiaéreas abateram 129 drones ucranianos durante a noite, com interceptações registradas em mais de 20 regiões — uma distribuição incomumente ampla, segundo o ministério da Defesa em Moscou.
Do lado russo, autoridades regionais relataram que um ataque de drones ucranianos contra a cidade de Tver, na Rússia ocidental, deixou uma pessoa morta e duas feridas. Fragmentos de um dos drones teriam atingido um complexo residencial, provocando um incêndio; o governador interino Vitaly Korolev anunciou investigação sobre o ocorrido.
Os fatos ocorreram poucas horas antes de um importante encontro em Paris entre aliados da Ucrânia e os principais enviados dos Estados Unidos, com o objetivo de avançar um plano para encerrar os combates — um roteiro que, segundo Kiev, estaria completo em cerca de 90%. Quase quatro anos após o início do conflito, a Rússia mantém ataques diários e avanço territorial gradual, enquanto a Ucrânia continua a mirar principalmente as infraestruturas energéticas russas.
No plano diplomático europeu, a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni convocou em videoconferência os dois vice-premiers, Antonio Tajani e Matteo Salvini (em viagem ao exterior), para alinhar a posição do governo sobre assuntos internacionais — especialmente Venezuela e Ucrânia — antes do encontro da Coalizione dei Volenterosi em Paris. A reunião, segundo o jornal La Stampa, busca definir a abordagem italiana frente às consequências do recente ataque ordenado por Donald Trump em Caracas.
Como repórter com a responsabilidade de construir pontes entre as decisões de Roma e a vida das pessoas, observo que a noite de ataques acentua os alicerces da lei e da proteção civil: sirenes, defesas aéreas e coordenação diplomática são partes da infraestrutura de segurança que mantém as comunidades de pé. Enquanto governantes debatem planos e estratégias na capital francesa, a realidade nas ruas ucranianas permanece marcada por evacuações, igrejas atingidas e hospitais em alerta — lembretes de que cada decisão no nível estatal reverbera na rotina dos cidadãos.































