Nicolás Maduro foi, segundo reportagens de veículos norte-americanos citando fonte militar, apreendido na madrugada deste sábado por uma unidade de operações especiais dos Estados Unidos. A CBS News afirma que equipes da Delta Force — força de elite do Exército norte-americano — conduziram a ação, que ocorreu em meio a relatos de explosões e aeronaves voando baixo sobre Caracas.
A Delta Force é reconhecida por missões de contraterrorismo, resgate de reféns, ações diretas e reconhecimento de alto risco, geralmente contra alvos de “alto valor”. De acordo com a matéria citando um oficial do Exército, a operação teria se inserido precisamente neste tipo de paradigma operacional.
Do lado venezuelano, a manhã foi de incerteza. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou, em áudio exibido pela TV estatal, que o governo não sabe o paradeiro do presidente Nicolás Maduro nem de sua esposa, Cilia Flores, e exigiu “prova de vida imediata” de ambos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a captura em mensagem publicada em rede social, declarando que os EUA teriam realizado “um ataque de grande escala contra a Venezuela” e que Maduro e sua esposa foram capturados e removidos do país por via aérea. Segundo Trump, as ações foram realizadas em conjunto com as forças de segurança americanas, sem, no entanto, indicar o destino final dos detidos. Uma coletiva de imprensa foi anunciada para as 13h (horário de Brasília) com mais detalhes sobre a operação.
Contexto e implicações
Este episódio, se confirmado em sua totalidade, representa um movimento estratégico de alta precisão no tabuleiro geopolítico regional. A utilização de uma unidade como a Delta Force — cuja atuação costuma ser reservada a cenários em que os objetivos e riscos são calculados com extremo critério — sugere que os EUA optaram por uma ação de impacto direto e de curto prazo, buscando neutralizar a cadeia de comando do governo venezuelano.
Na cartografia da influência internacional, trata-se de um redesenho abrupto de fronteiras invisíveis: a presença militar norte-americana no Caribe e a vulnerabilidade das instituições chavistas ficam expostas. Como em uma partida de xadrez de alto nível, este movimento pode provocar reações em várias frentes — militares, diplomáticas e econômicas — e exigir respostas calculadas dos aliados e adversários na região.
Do ponto de vista jurídico e diplomático, a operação abre uma série de questões sobre soberania, legalidade de intervenções e o futuro da estabilidade interna venezuelana. As demandas por prova de vida, as comunicações oficiais e as reações de atores externos serão determinantes para os próximos lances desse conflito.
Manter-se-á atenção às declarações oficiais, às imagens de satélite e ao deslocamento de ativos navais e aéreos na região, que podem indicar tanto consolidação da ação quanto contraprodutivas escaladas de retaliação.































