O ator e diretor George Clooney, sua esposa, a advogada Amal Alamuddin, e os dois filhos do casal obtiveram a cidadania francesa. A decisão de naturalização ocorre em meio a críticas públicas do ex-presidente Donald Trump e a uma resposta incisiva do próprio Clooney.
No primeiro episódio da sequência, o casal reforçou uma opção já conhecida: a família adquiriu em 2021 uma propriedade em Brignoles, no departamento do Var, com um vinhedo, onde busca preservar a privacidade dos gêmeos. Em entrevistas anteriores, George Clooney explicou que a escolha pelo sul da França foi motivada justamente pela tranquilidade: “Aqui não há fotógrafos na saída da escola; é essencial”, disse ele, descrevendo a propriedade como “o lugar mais feliz” para a família, ainda que não passem todo o tempo no local.
Em seguida, a polêmica foi reacendida por um post do próprio Donald Trump em sua rede social Truth, publicado na virada do ano. Na mensagem, Trump afirma que Clooney e Amal são “dois dos piores prognosticadores políticos de todos os tempos” e critica o casal por transformar a França, segundo ele, em um país com problemas de criminalidade decorrentes de uma gestão falha da imigração. Trump também sustenta que Clooney teria se beneficiado politicamente de sua exposição pública, sendo um ator supervalorizado e com atuação política mais comentada do que seus filmes.
A resposta pública de George Clooney foi direta e com tom político: “Devemos tornar a América grande novamente: começaremos em novembro”. A declaração, noticiada pelo Hollywood Reporter, remete ao lema central da política trumpista e faz referência às eleições de meio de mandato previstas para 3 de novembro de 2026. Essas eleições são observadas atentamente por democratas, republicanos e analistas por sua capacidade de redesenhar o equilíbrio de poder no Congresso e de influenciar a agenda do Executivo para os dois anos seguintes.
O episódio reúne temas distintos: a consolidação de uma vida privada e familiar fora dos holofotes em solo europeu, questões de cidadania e identidade, e a habitual troca de farpas entre personalidades do entretenimento e figuras políticas. Para Clooney, a mudança para a França é em parte prática — protegendo a intimidade dos filhos — e em parte simbólica, reafirmando um laço com um país onde a família encontrou sossego.
Para Trump, a naturalização do casal torna-se pretexto para críticas mais amplas sobre política migratória, segurança e postura pública. Para observadores, a réplica do ator aponta para uma estratégia política: manter o foco nas eleições de novembro de 2026 como marco decisivo para possíveis reviravoltas no tabuleiro político dos Estados Unidos.































