Roma / Vicenza — Em um movimento decisivo no tabuleiro da infraestrutura social italiana, Cassa Depositi e Prestiti (CDP) e a Banca Monte dei Paschi di Siena (Banca MPS) concederam, em igual participação, um financiamento em regime de project financing no valor de €37,4 milhões à concessionária Armon S.p.A.. O objetivo é apoiar a modernização da estrutura existente e a construção de uma nova ala do Ospedale di Arzignano‑Montecchio, na província de Vicenza, com capacidade para 280 postos e tecnologia hospitalar avançada.
O empréstimo viabiliza a conclusão de um polo tecnológico e de um polo logístico, além da integração de uma renovada Ala Norte num novo edifício de cinco andares, pensado segundo soluções construtivas modernas e atenção ao conforto dos utilizadores. A operação terá implicações diretas no fortalecimento da rede de saúde regional e na geração de externalidades positivas para as comunidades locais — um típico redesenho de fronteiras invisíveis entre saúde pública e investimento privado.
Alessia Masitto, Head of Infrastrutture da CDP, afirmou que “intervenções a favor das infraestruturas sociais, como o Ospedale di Arzignano‑Montecchio, são uma prioridade, pois geram impacto positivo para as comunidades locais e confirmam o papel da CDP no apoio a projetos de Parceria Público‑Privada”.
Emanuele Scarnati, Chief Commercial Officer Large Corporate e Investment Banking da Banca MPS, acrescentou que a operação reafirma o papel do banco como referência em project financing e destaca a capacidade de trabalhar em parceria com operadores industriais e financeiros de elevado standing.
Marcello Modenese, CFO do Grupo CMB, declarou satisfação por o projeto ter atraído primários financiadores, reconhecendo o mérito técnico e de governança do consórcio concessionário.
Na fase de diligência e negociação, atuaram importantes consultorias técnicas e jurídicas: ADVANT Nctm Studio Legale assessorou a Armon e seus sócios na documentação comercial e financeira; EY Studio Legale Tributario apoiou o pool de bancos na revisão e negociação dos contratos; e Protos Check Srl prestou consultoria técnica às instituições financiadoras.
Do ponto de vista estratégico, este financiamento representa mais do que um aporte de capital: é uma jogada de arquitetura política que reforça alicerces frágeis da assistência regional, ao mesmo tempo em que sinaliza um alinhamento entre capital público e capacidades privadas para projetos sociais de larga escala. Para além do impacto imediato sobre os serviços de saúde, trata‑se de uma peça na tectônica de poder econômico e institucional do território, cujo êxito dependerá da eficácia do plano operacional e da governança ao longo do ciclo de vida do ativo.
Segue, portanto, um exemplo contemporâneo de como parcerias público‑privadas podem ser desenhadas para catalisar inovação tecnológica e ampliação da oferta de serviços públicos — uma abertura de espaço no tabuleiro que, bem gerida, traduz‑se em ganho coletivo.


















