Andrew Mountbatten-Windsor, ex-príncipe e antigo Duque de York, voltou ao centro das atenções após novas divulgações relacionadas a Jeffrey Epstein. A reabertura dos arquivos nos Estados Unidos e a liberação de milhões de documentos reacendem questões sobre seu papel e o impacto na posição formal dentro da família real.
Apuração técnica e cruzamento de fontes mostram que os arquivos liberados por autoridades americanas — citados como “mais de três milhões de documentos” em relatórios públicos — mencionam diretamente o terceiro filho da rainha Elizabeth II. Nascido em 19 de fevereiro de 1960, Andrew Mountbatten-Windsor é irmão do atual rei Charles III e, por décadas, figurou entre os membros mais influentes da monarquia britânica.
O histórico público de Andrew é composto por formação militar e representação institucional. Ingressou no Britannia Royal Naval College em 1979, concluiu a formação em 1980 e obteve suas “asas de piloto” em 1981. Depois de deixar o serviço ativo, ampliou compromissos oficiais, caridade e missões diplomáticas em nome da Coroa, consagrando-se, até então, como figura de peso dentro do aparato monárquico.
No entanto, o legado de representatividade começou a ruir com a exposição de sua proximidade a Jeffrey Epstein. Documentos e testemunhos trouxeram à tona encontros e viagens que ligaram o antigo príncipe ao círculo do financista. Em março de 2001, uma fotografia de Andrew abraçando a jovem Virginia Giuffre, então com 17 anos, foi amplamente divulgada; a mesma Virginia tornaria-se voz central nas acusações contra Epstein, detalhando abusos sexuais e tráfico de menores.
Autoridades e investigações também levantaram indícios de viagens em aeronaves associadas ao círculo de Epstein, popularmente conhecidas como “Lolita Express“. O cruzamento de agenda, bilhetes e testemunhos compõe um arquivo que, segundo fontes americanas, menciona o nome do ex-príncipe em movimentações ligadas ao caso.
Do ponto de vista institucional, o episódio produziu efeitos concretos: a imagem pública de Andrew foi severamente abalada, compromissos oficiais foram reduzidos e sua participação em atividades representativas da Coroa tornou-se escassa. A discussão pública sobre eventual exclusão da linha de sucessão ao trono ganhou força, embora qualquer alteração formal dependa de procedimentos legais e decisões políticas que envolvem o Parlamento e instrumentos da própria Coroa.
Apuração in loco e o cruzamento de documentos demonstram que o debate é técnico e jurídico, não apenas simbólico. A remoção de títulos, a perda de privilégios ou mudanças na ordem de sucessão exigem base legal clara. Especialistas constitucionais consultados por esta reportagem ressaltam que processos dessa natureza costumam envolver avaliações institucionais e legislações específicas, além de repercussões políticas significativas.
Em termos de reputação pública, os danos já são palpáveis. Instituições que mantinham vínculos com o ex-príncipe se distanciaram, e a cobertura midiática intensificou pedidos por transparência. Para analistas políticos, o caso evidencia a tensão entre preservação de instituições históricas e a necessidade de responder a alegações que tocam a integridade individual e coletiva da monarquia.
Esta reportagem seguirá atualizada à medida que novas liberações de documentos ou decisões oficiais sejam anunciadas. O trabalho se apoia no cruzamento de fontes primárias e públicas, garantindo que os fatos — e não especulações — norteiem a narrativa sobre Andrew Mountbatten-Windsor e sua ligação aos episódios envolvendo Jeffrey Epstein.





















