Por Aurora Bellini, Espresso Italia
Em um gesto que ilumina novos caminhos entre tradição e contemporaneidade, a Moncler assinou as uniformes oficiais do Brasil para as cerimônias de abertura e de encerramento das Olimpíadas de Milano Cortina. A coleção nasce da colaboração com o icônico designer brasileiro Oskar Metsavaht e com a direção criativa de Remo Ruffini, reunindo a brasilidade em cores e gesto com a competência técnica que é marca registrada da casa alpina.
O projeto reconstrói poeticamente uma peça histórica do DNA da grife: a jaqueta Karakorum, concebida originalmente para a primeira expedição italiana ao K2. Essa releitura preserva os elementos reconhecíveis — a abertura de duplo botão, o bolso no peito e o capuz amplo, idealizado para proteção nas condições mais rigorosas — enquanto revisita silhuetas e volumes para uma presença cerimonial.
Os porta-bandeiras, Lucas Pinheiro Braathen e Nicole Silveira, desfilarão com mantos longos, brancos e volumosos, cuja fluidez cria um sentido de movimento quase coreográfico, como se a luz da chegada acendesse um passo novo no horizonte. No interior de cada manto, a bandeira do Brasil surge em uma rica técnica de intarsio, revelando-se em movimento enquanto os atletas cruzam a passarela olímpica em Milano e Cortina.
As peças foram produzidas no emblemático nylon laqué reciclado da marca, que alia desempenho técnico e uma elegância contemporânea — um casamento entre função e forma que traduz a responsabilidade ambiental em gesto estético. A paleta remete ao país sul-americano: os porta-bandeiras em branco e verde, o restante do Time Brasil em variações de azul e verde. Em todos os looks, aparecem a estrela brasileira, o emblema do Comitê Olímpico do Brasil e o logotipo Moncler.
Os looks em azul combinam as clássicas jaquetas Moncler com shorts para homens e saias para mulheres, compondo um equilíbrio entre conforto e solenidade. As botas Moncler Altive foram reinterpretadas em exclusivo nas nuances de branco e azul, reforçando a união entre estilo e funcionalidade para a passarela do espetáculo esportivo.
Para Oskar Metsavaht e para a própria Moncler, vestir o Time Brasil simboliza um retorno às raízes — um diálogo entre a herança alpina e a paixão pela performance. Metsavaht, que também teve uma trajetória competitiva no snowboard, representou o Brasil em competições FIS na América do Sul em 1997, experiência que acrescenta camadas de autenticidade e vivência ao projeto.
Este capítulo entre Moncler e o Brasil revela mais do que um uniforme: é uma costura de identidades, uma semente de inovação que floresce em cena, iluminando a capacidade do design de construir pontes culturais e técnicas no palco mais exigente do esporte mundial.


















