Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
Chegam notícias positivas aos corredores de Trigoria: Wesley completou a recuperação do trauma contusivo no compartimento medial do tornozelo esquerdo e treinou com o grupo. A evolução clínica do extremo brasileiro — ex-Flamengo — representa um alívio prático e simbólico para a Roma num momento da temporada em que cada opção conta.
Segundo os boletins do clube, o atleta progrediu sem intercorrências e será disponibilizado para as atividades desta tarde. A presença de Wesley no treino oferece ao corpo técnico alternativas táticas e de gestão de plantel: recuperar um atleta pós-contusão é sempre uma decisão que conjuga aspectos médicos, físicos e estratégicos.
O treinador — mencionado nos informes como Gasperini — terá agora de calibrar o risco-benefício de utilizar o jogador no próximo compromisso, domingo, frente à Cremonese. Há duas variáveis imediatas que influenciam essa escolha. A primeira é o estado de prontidão do próprio futebolista: estar apto para treinar não equivale automaticamente a poder suportar os 90 minutos ou a demandas intensas do jogo. A segunda é o calendário: para além do encontro com a Cremonese, a Roma tem pela frente um confronto decisivo contra a Juventus, que assume caráter de verdadeiro spareggio na luta pela qualificação à Champions League.
Nesse contexto, é compreensível a prudência do departamento médico e da comissão técnica. Caso a utilização de Wesley seja considerada arriscada para a integridade física do jogador ou para o planejamento da sequência de jogos, a alternativa natural é o grego Tsimikas, pronto para ocupar a vaga e oferecer segurança defensiva e amplitude no corredor.
Do ponto de vista esportivo mais amplo, a rápida recuperação de Wesley ilustra duas dinâmicas contemporâneas: a melhoria dos protocolos de reabilitação e a gestão cuidadosa de recursos humanos em clubes que disputam competições múltiplas. Para a torcida e para a direção, recuperar um jogador de qualidade sem agravar a lesão é tanto um alívio quanto uma pequena vitória administrativa.
Como analista atento às tramas que cruzam o desporto e a sociedade, observo que a presença de atletas brasileiros em clubes italianos carrega também um simbolismo identitário — trajetórias que ligam bairros do Rio de Janeiro a bairros históricos de Roma, intercâmbios culturais que vão além do gramado. A boa notícia sobre Wesley é, portanto, também um lembrete da natureza transnacional do futebol moderno.
Resta agora à comissão técnica decidir se arrisca a utilização imediata do jogador ou se o preserva para o duelo maior que vem a seguir. Em qualquer dos cenários, a disponibilidade de Wesley amplia o leque de escolhas e reforça a profundidade de um elenco que busca estabilidade nas semanas decisivas da temporada.
Fonte: boletins do clube e acompanhamento de treino. Fantacalcio.it para Adnkronos.






















