Em uma manhã que parecia respirar o tempo das grandes ocasiões, Valentino Rossi viveu um encontro que descreve como inesquecível: o breve, mas intenso, aperto de mãos com o Presidente Mattarella durante as filmagens que abriram as Olimpíadas Milano Cortina 2026. A cena, curta em duração, deixou em Rossi a memória calorosa de um momento de afeto e reconhecimento.
«A cena durou poucos minutos, mas foram realmente intensos, memoráveis», disse Rossi, lembrando o instante em que o Presidente se aproximou, estendeu a mão e agradeceu por tê-lo levado até o San Siro. Há na fala do ex-piloto a surpresa de quem, mesmo acostumado aos holofotes, sente a força tranquila de uma presença pública que une. «Foi realmente especial», contou, com a delicadeza de quem guarda uma imagem como se fosse um pedaço de paisagem iluminada.
Valentino notou, também, o afeto que rodeia o chefe de Estado: «Quando o Capo dello Stato chegou, foi lindo — você entende logo que todos gostam dele. Há pessoas que, ao entrar em cena, transmitem uma emoção imediata. É como sentir toda a carga, o peso, uma atmosfera especial», relatou. Essa percepção de comunidade e respeito parecia fluir como o ar fresco de uma manhã alpina, limpando qualquer formalidade excessiva.
Durante as pausas das filmagens, a conversa se abriu. Rossi admitiu ter ficado um pouco em reverência, mas percebeu o tom acolhedor do Presidente — um sorriso que trouxe conforto. Entre takes, trocaram algumas palavras: Mattarella fez perguntas sobre motores e o andamento do Motomondiale. O interesse não foi meramente protocolar; mostrou curiosidade genuína, especialmente sobre Pecco Bagnaia — que o Presidente já tinha conhecido no Quirinale cerca de quatro anos antes, numa ocasião em que Rossi e Tony Cairoli faziam parte de uma delegação de pilotos.
Fora das lembranças automobilísticas, Valentino confidenciou seu lado de inverno: «Sou apaixonado por snowboard — pego a prancha sempre que posso». E, como bom observador do movimento dos esportes na neve, celebrou as primeiras emoções olímpicas: a descida livre, as medalhas de Giovanni Franzoni e Dominik Paris, e o triunfo de Francesca Lollobrigida no patinação, com direito a recorde olímpico. «Bravíssimos», comentou, como quem colhe os frutos recentes de uma paisagem esportiva em flor.
O encontro, pequeno em tempo mas grande em significado, ficou para Rossi como uma lembrança aquecida: a sensação de ter participado de algo que une — o país, o esporte, a memória coletiva. Para quem vive a Itália com o coração atento às estações e aos rituais, é como uma janela que se abre sobre a capacidade das pessoas importantes de tornarem simples os gestos humanos. Um instante de afeto público que Rossi não vai esquecer.






















