Hoje, domingo, 1 de fevereiro, o ex-tenista Fabio Fognini é o convidado do sofá de Silvia Toffanin em Verissimo. Será uma conversa que promete unir memórias de quadra, decisões íntimas e a inesperada reinvenção pública do atleta que, há poucas temporadas, deixou o circuito profissional.
Nascido em Sanremo a 24 de maio de 1987, Fabio Fognini é reconhecido como um dos nomes mais fortes do tênis italiano de sua geração, tanto pelas conquistas quanto pelo temperamento forte e a franqueza que o acompanharam dentro e fora das quadras. No episódio de hoje, ele falará sobre o período pós-aposentadoria — anunciada em julho de 2024 após a derrota para Carlos Alcaraz em Wimbledon — e sobre sua recente participação em Ballando con le stelle, onde terminou em terceiro lugar ao lado da professora Giada Lini.
Trajetória e feitos
O percurso de Fognini no tênis tem ares de roteiro épico: chegou ao 9º lugar no ranking ATP em simples (julho de 2019) e ao 7º em duplas (julho de 2015), tornando-se o único italiano da era do ranking computadorizado a figurar no Top 10 em ambas as especialidades. Manteve-se entre os 100 melhores do mundo por impressionantes 822 semanas, sendo 708 consecutivas.
Especialista em saibro, conquistou 9 títulos ATP em simples (8 deles no saibro), incluindo o histórico Masters 1000 de Monte Carlo em 2019 — o primeiro e único triunfo italiano no Principado na era Open. Em Grand Slams, seu melhor resultado em simples foi o quarto de final no Roland Garros 2011. Em duplas, colecionou 8 títulos ATP e, ao lado de Simone Bolelli, venceu o Australian Open 2015, a única dupla masculina italiana a erguer um Slam na era Open.
Vida pessoal e transição
No âmbito pessoal, Fognini casou-se em 11 de junho de 2016 com a também ex-tenista Flavia Pennetta, campeã do US Open 2015 e ex-número 6 do mundo. O casal mora em Barcelona com os três filhos: Federico (19/05/2017), Farah (23/12/2019) e Flaminia (19/11/2021).
O anúncio do fim da carreira, após a batalha em Wimbledon, veio acompanhado de uma mensagem de gratidão: ao esporte, aos treinadores, patrocinadores, amigos e, especialmente, à família. Apesar do desejo inicial de aproveitar mais tempo com os filhos, Fabio decidiu aceitar o convite para Ballando con le stelle — um movimento que inaugura uma nova cena em sua vida pública.
Por que importa além do entretenimento
Mais que um deslocamento de arena, a passagem de Fognini do saibro para o salão de dança é um espelho do nosso tempo: atletas que se transformam em performers, a cultura do espetáculo que reabsorve figuras esportivas e as reconstrói como personagens televisivos. Sua energia extrovertida e o humor irônico, muito presentes no reality, revelaram outra camada do indivíduo que o público conhecia apenas pelas linhas de jogo e pelos flashes de temperamento.
Em um país que reverencia o esporte e a televisão em igual medida, a trajetória de Fabio Fognini funciona como um reframing da carreira pública — onde vitória e reinvenção caminham lado a lado. A entrevista em Verissimo deve aprofundar tanto lembranças de bastidores quanto decisões pessoais: por que deixar o circuito, como negociar a privacidade com a exposição, e que projetos artísticos ou familiares virão pela frente.
Esperamos relatos sobre memórias de Monte Carlo, da parceria de duplas com Simone Bolelli, cenas de bastidores com Flavia Pennetta e momentos emblemáticos do programa de dança. Para os que buscam o roteiro oculto da sociedade, essa conversa é um convite para ler a cultura pop como textura histórica: o esporte como narrativa, o entretenimento como espelho e a persona pública como mapa de transformações.
Fique ligado: após a participação em Verissimo, as declarações de Fognini provavelmente reacenderão debates sobre a relação entre esporte e mídia, além de alimentar memórias afetivas dos fãs que o viram crescer nas quadras. Uma história que, como um bom filme, ganha novas cenas quando menos esperamos.






















