Sei Nazioni, terceira jornada. Em Lille, sob o céu encoberto do Stade Pierre Mauroy – Decathlon Arena, a França recebe a Itália em partida que vale muito mais do que pontos: é o teste de resistência para os Bleus rumo ao Grande Slam e a chance de medir a ambição dos Azzurri no torneio.
Será o confronto número 51 entre as seleções. No histórico geral, contabilizam-se 50 precedentes: 46 vitórias francesas, 3 triunfos italianos e 1 empate. O último confronto em solo francês terminou em 13-13, um resultado que alimenta expectativas e imprevisibilidade antes do apito inicial.
A França, comandada tecnicamente por Fabien Galthié e liderada em campo pelo capitão Charles Ollivon e pelo mediano de mischia Antoine Dupont, chega com estatísticas avassaladoras: ataque de referência no torneio, superior a 30 pontos de média por partida, e um pack físico capaz de desequilibrar controle territorial e fases estáticas.
Do outro lado, a Itália de Gonzalo Quesada apresenta uma leitura pragmática e ambiciosa. Desde a entrada no Sei Nazioni, em 2000, os Azzurri disputaram 130 partidas no campeonato, com 16 vitórias, 2 empates e 112 derrotas — números que traduzem a realidade crua, mas também momentos de progresso: em 2026 a Itália melhorou sua produção ofensiva, atingindo média de 20 pontos por jogo, impulsionada por atuações de jogadores-chave como Michele Lamaro (capitão), Tommaso Allan e Ange Capuozzo.
O contraste é nítido na trajetória recente: os franceses procuram consolidar um domínio quase total no torneio, enquanto a Itália persegue a façanha que reescreva estatísticas e moral do grupo.
Formações iniciais anunciadas:
França: 15 Thomas Ramos, 14 Théo Attissogbe, 13 Émilien Gailleton, 12 Fabien Brau-Boirie, 11 Louis Bielle-Biarrey, 10 Matthieu Jalibert, 9 Antoine Dupont, 8 Anthony Jelonch, 7 Oscar Jegou, 6 François Cros, 5 Emmanuel Meafou, 4 Thibaud Flament, 3 Dorian Aldegheri, 2 Julien Marchand, 1 Jean-Baptiste Gros. Suplentes: 16 Peato Mauvaka, 17 Rodrigue Neti, 18 Georges-Henri Colombe, 19 Charles Ollivon, 20 Mickaël Guillard, 21 Lenni Nouchi, 22 Baptiste Serin, 23 Pierre-Louis Barassi.
Itália: 15 Ange Capuozzo, 14 Louis Lynagh, 13 Tommaso Menoncello, 12 Leonardo Marin, 11 Monty Ioane, 10 Paolo Garbisi, 9 Alessandro Fusco, 8 Lorenzo Cannone, 7 Manuel Zuliani, 6 Michele Lamaro (C), 5 Andrea Zambonin, 4 Niccolò Cannone, 3 Simone Ferrari, 2 Giacomo Nicotera, 1 Danilo Fischetti. Suplentes: 16 Pablo Dimcheff, 17 Mirco Spagnolo, 18 Giosuè Zilocchi, 19 Federico Ruzza, 20 Riccardo Favretto, 21 David Odiase, 22 Alessandro Garbisi, 23 Paolo Odogwu.
Arbitra o inglês Matthew Carley. O fischio d’inizio está marcado para as 16:00 CET. No campo, as variáveis essenciais serão: eficácia nas fases estáticas, disciplina nos rucks, rendimento do mediano e capacidade de exploração das linhas externas.
Da apuração em Lille e no cruzamento de fontes técnicas, a imagem que se forma é esta: a França entra como favorita incontestável pelos números e pela profundidade do elenco; a Itália aposta em coesão, velocidade nas alas e alguma liberdade tática para Ange Capuozzo e Tommaso Menoncello. Se a partida for decidida nos detalhes, a imprensa e os analistas lembrarão: historicamente os resultados pendem para os Bleus, mas no rugby as surpresas ocorrem quando foco, execução e coragem convergem num mesmo tempo.
Relato direto de Lille: será a revanche das Alpi ou mais uma confirmação do triunfo transalpino? A resposta vem após o apito final, com dados brutos para análise e leitura fria dos fatos — sem ruído, apenas o resultado traduzido em números.






















