Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes.
A Renault Clio completa 35 anos desde seu lançamento em 1990, carregando a herança da icônica Renault 5 e consolidando-se como referência no segmento B europeu. Desde sua estreia, robusta e equipada para a época, a Clio tinha objetivo claro: transformar a citycar em modelo de referência nas cidades da Europa — missão que se concretizou com velocidade.
Logo no seu ano de lançamento, a Renault Clio conquistou o prêmio Carro do Ano 1991, marco que deu início a uma trajetória comercial de destaque. A partir daí, cada geração manteve a ideia central do projeto original, enquanto incorporava avanços técnicos e estéticos capazes de responder às demandas do mercado.
Nas décadas de 1990 e 2000, a segunda e a terceira gerações avançaram em conforto, segurança e qualidade de construção, sem perder a personalidade inicial. A imagem da Clio foi também reforçada pelas versões esportivas — como a Williams e as posteriores RS — que alimentaram o mito do modelo entre entusiastas e consolidaram sua presença em segmentos além do uso estritamente urbano.
Em 2012, a quarta geração deu à gama uma guinada estilística, com linhas mais marcantes e coerência com a nova linguagem de design da Renault. A quinta geração, lançada em 2019, representou um salto tecnológico importante: interiores mais refinados e a introdução da tecnologia híbrida E-Tech, alinhando a Clio às tendências de eficiência energética e eletrificação.
No cronograma mais recente, a indústria automobilística registrou mais um avanço com a sexta geração, apresentada em 2025. A Clio VI aposta em um desenho exterior mais maduro, forte digitalização do habitáculo e sistemas avançados de assistência ao condutor. A gama de motorização foi reorientada para a eficiência, reforçando o compromisso do fabricante com menores emissões e consumo reduzido. Em nota oficial, a Renault afirma que, com a Clio VI, o modelo promove uma nova revolução tanto por dentro quanto por fora.
Os números comprovam o peso do modelo: cerca de 17 milhões de unidades vendidas em 35 anos, distribuídas em 120 países. Um cálculo simples usado pela marca ilustra a escala do sucesso: alinhadas, essas unidades resultariam em uma coluna de aproximadamente 68.000 quilômetros, o equivalente a 1,7 vezes a circunferência da Terra.
Para atender à demanda global, a linha de montagem de Bursa, na Turquia, mantém ritmo intenso de produção — acima de 1.000 unidades por dia — o que confirma a continuidade da Clio como peça-chave no segmento B europeu.
Resumo técnico e factual: a Renault Clio é o automóvel francês mais vendido de todos os tempos, acumulando recordes comerciais e evoluções técnicas constantes. Mantendo-se fiel ao papel de citycar de referência, a Clio segue sua trajetória de inovação com foco em digitalização, eficiência de propulsão e segurança ativa — elementos centrais para a competitividade do segmento na próxima década.
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