Em uma partida que falou tanto de resiliência quanto de oportunidade, o Parma venceu o Verona por 2 a 1 no domingo, 15 de fevereiro, pela 25ª rodada da Série A, no estádio Tardini. O resultado foi selado nos acréscimos, aos 93 minutos, com o gol decisivo de Pellegrino.
O jogo começou com o mando de campo convertendo em vantagem precoce: aos 4 minutos, Bernabé colocou o Parma na frente, numa chegada que obrigou o Verona a correr atrás do resultado. A igualdade veio ainda no primeiro tempo, aos 43 minutos, quando Harroui converteu um pênalti e deixou a partida aberta para a etapa final.
Antes mesmo do intervalo, no entanto, o confronto já havia sido condicionado por uma decisão disciplinar. Aos 12 minutos, o zagueiro Orban foi expulso, reduzindo o Verona a dez jogadores por praticamente toda a partida. Essa expulsão mudou o desenho tático do duelo: o time visitante teve de recalibrar marcações e compensar espaços, ao passo que o Parma passou a explorar maior posse e superioridade numérica.
Mesmo com um homem a mais, a vitória só veio nos instantes finais — fator que traduz a dificuldade de transformar superioridade em eficiência. O gol de Pellegrino aos 93 minutos foi um desfecho dramático, que reflete tanto a persistência do time da casa quanto a fragilidade crescente do adversário, pressionado por circunstâncias que extrapolam o campo: relações regionais, expectativas da torcida e um calendário implacável.
No aspecto da tabela, o Parma alcança 29 pontos e estabiliza-se momentaneamente na 12ª posição, ocupando um espaço de relativa tranquilidade em uma temporada marcada por oscilações. O Verona, por sua vez, segue em situação delicada: permanece em 19º lugar, com 15 pontos, empatado com o Pisa, numa disputa que já diz respeito à luta contra o rebaixamento.
Mais do que um placar, a partida no Tardini revela como o futebol italiano ainda é um palco de narrativas coletivas. Clubes como o Parma não são apenas máquinas de resultados; são vetores de memória urbana e identitária, capazes de transformar um gol aos 93 minutos em alívio social para uma cidade inteira. Para o Verona, a expulsão e a derrota acendem o sinal de alerta: ajustes táticos e psicológicos serão inevitáveis nas próximas rodadas.
Em termos práticos, a rodada aponta para uma Serie A onde a fronteira entre segurança e perigo é tênue, e onde episódios isolados — uma expulsão, um pênalti, um gol no fim — podem reordenar trajetórias. O Parma aproveitou a janela: somou três pontos, recuperou fôlego e reafirmou o Tardini como território de decisões dramáticas. Para o Verona, resta a missão de reagir, dentro e fora de campo, para resgatar consistência em busca da permanência.






















