Nesta terça-feira, a agenda de Milano Cortina traz uma bateria intensa de compromissos para os azzurri, distribuídos por várias sedes que ilustram a diversidade do esqui e dos esportes no gelo. Mais que um somatório de provas, o dia desenha um mapa das estruturas esportivas italianas — de Tesero a Cortina, de Milão a Livigno — e das demandas de uma delegação que tenta traduzir tradição em desempenho.
A manhã começa em Tesero, no Tesero Cross-Country Skiing Stadium, com as qualificações do esqui de fundo (Sprint TC). As mulheres entram na pista entre 09:15 e 09:45 com Federica Cassol, Caterina Ganz, Iris De Martin Pinter e Nicole Monsorno. Na sequência, das 09:55 às 10:45, será a vez dos homens: Elia Barp, Simone Daprà, Simone Mocellini e Federico Pellegrino.
Em paralelo, Milão acende as luzes da Milano Ice Arena para as primeiras baterias de short track. Às 10:30, as eliminatórias dos 500 m feminino convocam Chiara Betti, Arianna Fontana e Arianna Sighel. Logo após, a partir das 11:10, entram os 1000 m masculinos com Thomas Nadalini, Pietro Sighel e Luca Spechenhauser.
De volta a Tesero, os confrontos do esqui de fundo (Sprint TC) aceleram: quartas de final femininas das 11:45 às 12:10, quartas masculinas das 12:15 às 12:40, seguidas por semifinais e finais previstas para encerrar até as 13:35. É o tipo de jornada em que a gestão de esforço e a experiência tática valem tanto quanto a velocidade pura.
No Tofane Alpine Skiing Centre, o programa do esqui alpino concentra-se na Combinada. Das 10:30 às 13:00 corre a descida por equipes feminina com Nicol Delago, Nadia Delago, Sofia Goggia e Laura Pirovano. À tarde (14:00-15:15) acontece o slalom da combinada com Giada D’Antonio, Lara Della Mea, Martina Peterlini e Anna Trocker. A presença de nomes com história como Sofia Goggia lembra a interseção entre herança atlética e renovação de plantel.
O short track em Milão prossegue com a emocionante revezamento misto: quartas às 11:59, semifinais e decisão entre 13:03 e 13:35. A equipe italiana tem em seu núcleo atletas de referência, como Arianna Fontana, Thomas Nadalini e Pietro Sighel, cuja experiência se mescla à juventude para disputar as notas finais.
Na Anterselva Biathlon Arena, o palco será a prova individual masculina (13:30-15:25), com os italianos Patrick Braunhofer, Tommaso Giacomel, Lukas Hofer e Elia Zeni. O biatlo continua sendo um indicador de profundidade de base: tiro e resistência em diálogo.
Em Cortina, o Curling Olympic Stadium recebe a disputa pelo 3º/4º lugar do duplo misto entre Itália e Grã-Bretanha (14:05-16:05), com a dupla Stefania Constantini e Amos Mosaner. Ao mesmo tempo, em Livigno, o Freestyle – Moguls tem as qualificações femininas (14:15-15:10), com Manuela Passaretta representando o país.
A tarde se alonga com o hóquei: no Milano Ice Park, o Grupo B feminino coloca a seleção italiana diante da Alemanha (16:40-19:10). No Cortina Sliding Centre, o luge (slittino) – single feminino realiza as heats 3 e 4 (17:00-19:30) com Verena Hofer e Sandra Robatscher, decisivas para o quadro final.
Para fechar o dia, a Milano Ice Skating Arena apresenta o patinação artística — curto masculino (18:30-22:45), com Daniel Grassl e Matteo Rizzo em destaque. Simultaneamente, em Predazzo, o salto de esqui (equipe mista) (18:45-21:00) alinhará Giovanni Bresadola, Alex Insam, Annika Sieff e Martina Zanin.
É um roteiro que evidencia o esforço logístico e humano por trás de um dia olímpico: múltiplas arenas, calendários sobrepostos e uma delegação chamada a interpretar expectativa e responsabilidade. Acompanhar os azzurri em cada pista é acompanhar a Itália que se reinventa no gesto técnico e na gestão de continuidade esportiva.






















