Em uma manhã de clima alpino e observação atenta, Valeria Mazza reapareceu nas arquibancadas de Bormio para acompanhar de perto a participação do filho, o esquiador argentino Tiziano Gravier, no Super-G dos Jogos Milano Cortina 2026. A presença da top model, figura conhecida do imaginário mediático italiano desde os anos 1990, trouxe uma nota humana e familiar a uma pista marcada por tradição e desafio.
O evento aconteceu na clássica encosta da Stelvio, palco de muitas histórias do esqui alpino. A prova foi vencida por Franjo Von Allmen, que assinou mais um momento memorável no quadro de medalhas desta edição olímpica. Tiziano Gravier, com o dorsal 31, concluiu a descida na vigésima oitava posição. Para além do resultado, a imagem que ficou foi a de uma família reunida em volta de um jovem atleta — um rito de passagem contemporâneo entre migrações culturais e identidades esportivas.
A Valeria Mazza visivelmente apoiou o filho das tribunas, compartilhando trechos da tarde nas redes sociais com mensagens de incentivo — um simples “Forza Tizi” que, longe de ser apenas afeto de mãe, funciona também como testemunho público da interconexão entre esportes e celebridades. Ao lado dela, esteve entre o público o vice-presidente e ex-capitão da Inter, Javier Zanetti, outra presença argentina que reforça os laços entre Itália e Argentina, sobretudo no universo do futebol e do esporte em geral.
Observar este episódio com distância crítica permite enxergar algumas camadas além do fato imediato. Bormio não é apenas uma cidade-porto para competições: é um nó de memórias esportivas, um lugar onde atletas escrevem capítulos de suas trajetórias sob olhares diversos — familiares, gestores, jornalistas e turistas. A aparição de uma figura pública como Valeria Mazza traduz essa sobreposição de universos: o glamour mediático e a sobriedade do esforço atlético encontram-se nas arquibancadas da Stelvio.
Há ainda um recorte geracional e transnacional neste encontro: Tiziano Gravier, nascido em 2002, representa uma nova leva de atletas argentinos que competem em pistas europeias e carregam identidades múltiplas. Sua participação nas Olimpíadas em solo italiano — e a presença da mãe, estrela das cenas culturais italianas dos anos 1990 — é um símbolo de como esporte, migração e mídia se entrelaçam no século XXI.
O resultado esportivo, por si, tem seu lugar; a narrativa que o envolve — família, memória, presença pública — amplia a compreensão do que significam os Jogos. Em Bormio, a tarde de Super-G foi, ao mesmo tempo, uma disputa cronometrada e um retrato daquilo que o esporte contemporâneo representa: um palco onde histórias pessoais encontram ressonância internacional.





















