Na madrugada entre domingo e segunda-feira, às 00h30, o Levi’s Stadium, em Santa Clara (Califórnia), voltará a ser palco de uma partida que transcende o campo: o Super Bowl número 60, com o reencontro entre Seattle Seahawks e New England Patriots. Para quem acompanha o futebol americano como fenômeno social e não apenas como disputa esportiva, a partida carrega a memória de 2015, quando os Patriots de Tom Brady reverteram um déficit de dez pontos no último quarto e uma jogada decisiva deixou cicatrizes na história dos Seahawks.
Para os espectadores europeus e brasileiros, a transmissão estará disponível no serviço de streaming DAZN, detentor dos direitos de toda a temporada da NFL. A cobertura ao vivo começará às 23h55 de domingo, sem custos adicionais para assinantes dos pacotes DAZN Family, Full e Sports. A narração em italiano ficará a cargo de Matteo Gandini e Roberto Gotta, enquanto os assinantes do NFL Game Pass poderão acompanhar a partida em idioma original diretamente pelo app e pela plataforma.
A DAZN preparou um estúdio especial com debates, reportagens e entrevistas que prometem contextualizar taticamente e culturalmente o evento até o kickoff. Em paralelo, a emissora italiana Italia1 (Mediaset) retransmitirá o jogo em sinal aberto: a conexão começa às 00h15 com a equipe de Federico Mastria, Alessandro Trabattoni e Gabriele Cattaneo na narração.
O Super Bowl é, acima de tudo, espetáculo — um encontro de esportes, música e economia. Os ingressos remanescentes nos mercados secundários têm valores que ilustram o fenômeno: preços desde US$ 4.500 até cerca de US$ 30.000 para assentos à beira de campo. A massa crítica de público na televisão americana também sustenta números astronômicos: a última edição levou às telas entre 127 e 133 milhões de espectadores nos Estados Unidos, elevando o custo médio de um comercial de 30 segundos a cerca de US$ 8 milhões, com anúncios que chegaram a custar até US$ 10 milhões.
Além do jogo, a dimensão cultural se expressa na interseção com a indústria do entretenimento. A transmissão norte-americana ficará a cargo da NBC — que, curiosamente, detém também os direitos das Olimpíadas de Inverno de Milão-Cortina — e a grade comercial inclui produções estreladas (entre eles nomes como Adrien Brody e Sabrina Carpenter nesta temporada), muitas vezes verdadeiros curtas-metragens de meia minuto.
No aspecto musical, o espetáculo de intervalo e a abertura prometem diversidade: a cerimônia inicial será conduzida pela banda californiana Green Day, um gesto que conecta a iconografia local do palco com a tradição do evento em convocar artistas de apelo massivo. Para além do entretenimento, o Super Bowl permanece um termômetro das relações entre capital, mídia e identidade regional — um rito que reafirma a capacidade da NFL de transformar uma partida em evento global.
Seja pela competição em si, pela memória das decisões históricas ou pela economia que orbita o espetáculo, assistir ao Super Bowl LX é acompanhar um capítulo da cultura esportiva contemporânea. Para os interessados, verifique suas assinaturas em DAZN ou NFL Game Pass, ou sintonize Italia1 para a transmissão em sinal aberto.





















