Por Otávio Marchesini, Espresso Italia — Depois de uma temporada marcada por oscilações e ausências prolongadas no miolo do campo, o Napoli vê sinais de recomposição: Frank Anguissa participou de um tempo do treino-treino contra o Giugliano e caminha para figurar entre os convocados para Verona. Em contrapartida, McTominay continuará de fora para o duelo no Bentegodi, prolongando a emergência no setor central.
O amistoso-treino, disputado com a ajuda de seis jovens da Primavera, terminou 4 a 0 — Lukaku assinou uma dobradinha, e Hojlund e Elmas completaram o placar. A participação de Anguissa foi medida: ritmo ainda baixo e necessidade de recuperar intensidade e ginga, mas a presença em campo após quase quatro meses e meio coloca o camaronês de volta ao radar do técnico para o confronto em Verona, possivelmente como opção no banco.
Outro sinal encorajador veio da Primavera: Milton Pereyra esteve no coletivo e se prepara para estrear com a equipe de base contra o Torino na sexta-feira. São pequenas vitórias num ciclo que, para o Napoli, tem sido mais sobre resiliência coletiva do que soluções pontuais.
A ausência confirmada de McTominay aponta para mais um jogo com o meio-campo em condição reduzida, ainda que haja sinais de alívio no horizonte. Scott (referido internamente pela equipe) deve estar pronto para a partida contra o Torino, Gilmour já voltou a trabalhar com o grupo e a convocação de Anguissa para Verona indica a proximidade de um retorno mais substancial. Curiosamente, as condições de De Bruyne, que não entrou em campo contra o Giugliano, alimentam a esperança de antecipar sua volta em relação ao calendário inicial — cenário que poderia alterar a projeção de reequilíbrio do setor.
Do ponto de vista tático, Conte vem manejando soluções num cenário de carência defensiva — com lesões como as de Di Lorenzo e Rrahmani — e a recomposição do meio-campo poderá permitir alguma variação. Para a partida em Verona, a leitura provisória é de manutenção do 3-4-2-1, com a possibilidade de ter Anguissa entre as opções no banco; Politano e Spinazzola pressionam por retorno ao time titular.
Mais do que reativar uma peça técnica, a volta de jogadores como Anguissa e Gilmour significa recuperar repertório tático e emocional de um elenco que, nas últimas semanas, operou em déficit de lideranças centrais. Em uma temporada que teve a alegria da Supercopa e a decepção da eliminação na Champions, esse processo de reintegração será determinante para o fechamento da campanha: não apenas como solução para uma vaga ou três pontos, mas como restabelecimento de identidade coletiva.
Em resumo: Verona servirá para avaliar o avanço de quem retorna e calibrar possíveis mudanças; o presente manda atenção ao curto prazo — o jogo que se aproxima — enquanto o contexto pede visão sobre como esses retornos poderão redesenhar o Napoli das próximas semanas.



















