Lindsey Vonn, a campeã estadunidense de esqui, publicou nas redes sociais um agradecimento à Itália depois de retornar aos Estados Unidos, onde seguirá em recuperação após as operações realizadas na perna fraturada resultante da queda em Cortina d’Ampezzo. A mensagem, divulgada em sua conta no X, reforça o papel humano e profissional que as estruturas locais desempenham durante grandes eventos esportivos.
No relato, Vonn conta que “não se levantou em mais de uma semana”, descrevendo os dias imediatamente posteriores à prova em que sofreu o acidente. “Fiquei imóvel, deitada num leito de hospital depois da prova”, escreveu a atleta de 41 anos, que destacou o alívio e a gratidão por poder finalmente voltar para casa. “Mesmo que eu ainda não consiga me manter em pé, voltar para casa é uma sensação fantástica”.
Nas postagens do Instagram, a ex-atleta compartilhou um vídeo documental sobre a sua internação em Treviso, editado pela irmã Karin Kindow. Nele, Vonn agradece aos amigos, à família, à sua equipe e a todo o corpo médico que a assistiu: “Vocês estão me ajudando a voltar a mim mesma. Estou lentamente voltando a viver, retorno às bases e às coisas simples da vida que mais importam: sorrir, rir, amar”. O clipe, segundo a própria, a fez chorar e encheu seu coração.
Além do gesto pessoal, a declaração de Vonn ilumina um aspecto menos comentado dos grandes espetáculos esportivos: a logística de saúde e acolhimento. Organizar uma prova de nível olímpico ou mundial não é apenas desenhar trilhas e horários; é garantir que, quando a competição resulta em incidentes, exista uma rede capaz de responder com rapidez, eficiência e humanidade. A menção explícita a Treviso e ao staff médico local reafirma o investimento italiano, em especial em regiões como Veneto, que frequentemente se tornam palco de atenção internacional.
Como repórter e analista, considero relevante observar como episódios como este se inserem em narrativas maiores: atletas veteranos como Lindsey Vonn carregam um capital simbólico que extrapola resultados. Sua recuperação e seu testemunho público projetam não apenas a imagem pessoal de superação, mas também a responsabilidade coletiva de organizações e cidades-sede. A atenção médica adequada torna-se parte da memória do evento, influenciando a avaliação posterior de sua gestão e legado.
Vonn conclui a mensagem com um afeto direto ao público: “Eu amo vocês, gente”. É uma frase simples, porém carregada de significados — reconhecimento ao cuidado recebido e um lembrete de que, mesmo em um esporte de alta velocidade e risco, as redes de suporte humano são decisivas para transformar uma emergência em recuperação.
Enquanto a campeã prossegue o processo de cicatrização nos Estados Unidos, a cena em Cortina e Treviso permanece como exemplo de como o esporte contemporâneo conjuga espetáculo, medicina e convivência pública. O retorno para casa é um passo inicial; a reconstrução física e emocional seguirá, e com ela a atenção da comunidade esportiva internacional.






















