Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
Outra jornada de competição nas Olimpíadas Milano Cortina 2026 em que a Itália tenta reafirmar seu papel entre as seleções protagonistas. O dia 11 de fevereiro traz um conjunto de provas que ilustram bem a diversidade do espetáculo olímpico: do impacto individual do superG masculino às dinâmicas coletivas do slittino, sem esquecer a exigência de precisão e resistência do biathlon feminino.
A leitura do programa mostra como o país deposita expectativas em atletas de tradições diferentes — os técnicos do circuito alpino, as duplas de trenó com trajetória regional muito forte e as biatletas que representam um cruzamento entre técnica e nervo. Mais do que tempos ou pódios, vale acompanhar o que essas performances dizem sobre estruturas de formação, sobre territórios e sobre memória esportiva na Itália contemporânea.
Abaixo, o quadro completo dos italianos em prova no dia 11 de fevereiro:
- 10:00–10:45 — Combinata nordica, Gundersen (Predazzo Ski Jumping Stadium): Samuel Costa, Aaron Kostner, Alessandro Pittin.
- 11:30–13:40 — Sci alpino, SuperG uomini (Stelvio Ski Centre): Mattia Casse, Giovanni Franzoni, Christof Innerhofer, Dominik Paris.
- 13:45–14:25 — Combinata nordica, fondo 10 km (Tesero Cross-Country Skiing Stadium): Samuel Costa, Aaron Kostner, Alessandro Pittin.
- 14:15–16:05 — Biathlon, individuale donne (Anterselva Biathlon Arena): Hannah Auchentaller, Michela Carrara, Lisa Vittozzi, Dorothea Wierer.
- 17:00–17:40 — Slittino, doppio donne – Heat 1 (Cortina Sliding Centre): Marion Oberhofer, Andrea Voetter.
- 17:51–18:30 — Slittino, doppio uomini – Heat 1 (Cortina Sliding Centre): Simon Kainzawaldner, Fabian Malleier, Ivan Nagler, Emanuel Rieder.
- 18:30–19:55 — Pattinaggio di velocità, 1.000 m uomini (Milano Ice Park): Francesco Betti, Daniele Di Stefano.
- 18:53–19:30 — Slittino, doppio donne – Heat 2 (Cortina Sliding Centre): Marion Oberhofer, Andrea Voetter.
- 19:05–22:05 — Curling, fase a gironi uomini (Cortina Curling Olympic Stadium): Italia–Svezia.
- 19:30–21:25 — Snowboard, Halfpipe uomini – qualificazioni (Livigno Snow Park): Louis Philip Vito III.
- 19:30–23:05 — Pattinaggio di figura, libero coppie danza (Milano Ice Skating Arena): Marco Fabbri, Charlene Guignard.
- 19:44–20:40 — Slittino, doppio uomini – Heat 2 (Cortina Sliding Centre): Simon Kainzawaldner, Fabian Malleier, Ivan Nagler, Emanuel Rieder.
- 21:10–23:40 — Hockey su ghiaccio, girone B (Milano Santa Giulia Ice Hockey Arena): Italia–Svezia.
A atenção do público, e da imprensa técnica, estará dividida. No superG, a pista do Stelvio oferece uma leitura das vulnerabilidades e das virtudes técnicas de cada corredor: a Itália entra com nomes que trazem experiência e tradição — Dominik Paris e Christof Innerhofer lembram trajetórias que ajudaram a construir a imagem do esqui alpino italiano nas últimas décadas; já Mattia Casse e Giovanni Franzoni representam a nova safra que busca consolidar-se no topo.
No slittino, as duplas femininas e masculinas são investidas de uma expectativa objetiva de pódio. A disciplina, marcada por detalhes de pista e sintonia entre os pares, é também um território cultural do Nordeste italiano, onde a memória das pistas se confunde com identidades locais. O mesmo raciocínio vale para o biathlon: Lisa Vittozzi e Dorothea Wierer não são apenas candidatas a resultados, mas símbolos de um caminho esportivo que atravessa centros de treino e práticas comunitárias.
Para o leitor interessado além do resultado imediato: estas competições dizem respeito a investimentos públicos e privados, à formação de base e à capacidade das federações de transformar tradição em continuidade. Em dias como este, medimos a saúde do sistema esportivo italiano tanto pelos pódios quanto pela profundidade do elenco.
Fique atento aos horários e acompanhe as provas: cada participação italiana traz, além do desempenho, pistas sobre o futuro do esporte nacional.
11 de fevereiro de 2026






















