Roma, 28 de fevereiro de 2026 — O 3º Congresso Nacional da FIFS (Federazione Italiana Fisioterapisti dello Sport) reuniu em Roma especialistas em fisioterapia e medicina do esporte para uma jornada de atualização e confronto sobre prevenção, reabilitação e apoio ao atleta.
A abertura do evento ficou a cargo do presidente da Federação, Riccardo Torquati, que ressaltou como o encontro “reforça o papel da Federação e reconhece a importância crescente do fisioterapeuta do esporte, uma presença de suporte constante para o atleta” e anunciou a abertura de um “tavolo di lavoro” com o Coni para estruturar um programa que permita criar percursos de formação dedicados aos fisioterapeutas do esporte, reconhecidos pelas instituições.
O Prof. Carlo Tranquilli, presidente do Comitato Regionale Lazio da Federação Médico-Sportiva Italiana (FMSI), confirmou que a FIFS assumirá um papel de representação oficial dentro da FMSI Lazio, um gesto institucional que reforça a integração entre áreas clínicas e de preparação física. Também participou do congresso Svetlana Celli, presidente da Assembleia Capitolina, sublinhando a atenção institucional ao tema.
Os painéis e mesas técnicas abordaram casos práticos, metodologias de intervenção, protocolos de retorno à competição e modelos de colaboração multidisciplinar. Entre os assuntos recorrentes, destacou-se a urgência de harmonizar currículos, certificados profissionais e padrões de atuação no âmbito regional e nacional — uma demanda que tem implicações diretas sobre a qualidade do atendimento, a segurança do atleta e a legitimidade da profissão.
Na visão que privilegio como analista, a emergência de uma agenda formalizada entre FIFS e Coni representa mais do que um aperfeiçoamento educativo: é um reconhecimento institucional do status social e técnico do fisioterapeuta esportivo. Em um país onde o esporte é tecido nas identidades locais e nas economias regionais, profissionalizar e regulamentar a formação significa também proteger carreiras, preservar memórias coletivas — pensemos nos clubes, nas escolas e nas academias que dependem de estruturas de saúde sólidas — e conter desigualdades territoriais no acesso a cuidados especializados.
Do ponto de vista prático, os participantes defenderam a consolidação de percursos formativos com estágios em clubes, troca acadêmica com instituições de medicina desportiva, e atualização contínua alinhada à evidência científica. Discutiu-se também a necessidade de integrar tecnologias — tele-reabilitação, plataformas de monitorização e bases de dados clínicas — como ferramentas para ampliar cobertura e eficiência sem sacrificar o contato presencial que caracteriza a profissão.
O congresso deixou encaminhamentos claros: a criação de um grupo de trabalho conjunto com o Coni para definir critérios e certificações, o fortalecimento da representatividade da FIFS dentro das estruturas da FMSI, e um apelo por recursos para pesquisa aplicada que justifique políticas públicas de prevenção e reabilitação esportiva.
Em síntese, a iniciativa confirma uma tendência europeia de institucionalização da formação profissional no esporte — um movimento que, se bem conduzido, poderá elevar padrões de segurança, ampliar o reconhecimento profissional e consolidar o papel do fisioterapeuta como agente-chave na vida do atleta e na saúde coletiva do país.






















