“Viver a Olimpíada do outro lado é totalmente diferente.” É com essa frase que Elia Viviani, quatro vezes olímpico e hoje embaixador de Milano-Cortina 2026, descreve sua nova experiência nos Jogos de Inverno. Em visita a Casa Itália, Viviani falou sobre o papel de transmitir experiência, apoiar atletas e olhar já para o futuro do ciclismo italiano.
Do atleta ao mentor: uma nova perspectiva
Para Viviani, a diferença entre competir e observar é enorme. “Como atleta, você sente toda a pressão do aquecimento, da preparação, do foco na competição. Agora, do outro lado, consigo apreciar o evento de forma completa, entendendo cada sensação dos atletas, mas sem o peso da competição”, afirmou.
Ele ressalta que o fator casa pode ser uma arma poderosa para os mais experientes, mas também um desafio para os jovens: “Precisamos ter isso em mente. Minha missão aqui é transmitir minha experiência: como definir objetivos, planejar o percurso e pensar já nas Olimpíadas de Los Angeles 2028.”
O ciclismo italiano no topo
Viviani não esconde sua confiança no momento do ciclismo italiano. “Estamos no auge e precisamos continuar assim”, disse, destacando talentos como Jonathan Milan, “o velocista mais forte do mundo”, Filippo Ganna, capaz de brilhar nas grandes clássicas, e Vincenzo Ciccone, sempre próximo do pódio em Mundiais. Segundo ele, o movimento italiano está saudável, mas o crescimento deve ser constante.
Jovens talentos e desafios futuros
O olhar de Viviani também está voltado para os novos nomes do ciclismo: “Pellizzari mostrou que consegue lidar com a pressão, Finn está evoluindo na direção certa. Os próximos percursos mundiais e olímpicos serão desafiadores, ideais para escaladores.”
Milano-Cortina 2026 é, para Viviani, um palco para inspirar, orientar e preparar uma nova geração. Mais do que resultados, ele quer transmitir experiência e paixão, garantindo que o ciclismo italiano continue a brilhar, dentro e fora das pistas, rumo a Los Angeles 2028.




















