RESUMO
Sem tempo? A Lili IA resume para você
Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
As encostas das Tofane em Cortina voltaram a funcionar como palco e espelho da identidade esportiva italiana no dia 15 de fevereiro de 2026, quando ali se disputou o slalom gigante feminino das Olimpíadas. A galeria fotográfica registou tanto a exigência técnica da pista quanto as camadas simbólicas que tornam o esporte um ato público de memória e pertencimento.
Nas imagens, há sequências que falam diretamente do trabalho do atleta — postura, velocidade, controle — e outras que dizem do contexto: a plateia, os familiares, as autoridades locais e a própria geografia das montanhas que molda tradições. Entre as figuras destacadas pelas lentes, surgem Federica Brignone e Sofia Goggia, nomes que já fazem parte da narrativa contemporânea do esqui alpino italiano e que, em dias assim, carregam expectativas coletivas.
Uma foto registra Federica Brignone em ação, enquanto outra capta a presença da família — Cinzia e Daniele, tia e pai — lembrando que, por trás do desempenho, há redes de suporte que atravessam gerações. Essas imagens sublinham a ideia de que o atleta é produto de uma comunidade: clubes locais, treinadores, parentes e instituições regionais.
Também aparecem autoridades civis: o presidente da província de Belluno, Roberto Padrin, e o questore de Belluno, Roberto Della Rocca. A presença institucional traduz a dimensão pública do evento — não apenas um espetáculo esportivo, mas um encontro com significados econômicos, turísticos e culturais para a região. A fotografia, nesse sentido, atua como documento que evidencia pactos entre território e espetáculo.
Técnica e paisagem se sobrepõem: a geometria das bandeiras e o contraste entre o branco da neve e as roupas de competição criam composições que funcionam tanto esteticamente quanto informativamente. As lentes que seguem as atletas nas descidas tentam capturar o momento do risco controlado — um instante que sintetiza treino, ciência do esporte e coragem individual.
Ao observar essas imagens das Tofane, é possível ler o esqui como palimpsesto — camadas de histórias que se escrevem sobre o mesmo território. Cortina, que já foi repetidamente moldada por grandes eventos, reafirma aqui sua vocação: ser um lugar onde a técnica atlética se entrelaça com a memória coletiva e a promoção regional.
Para quem acompanha o esporte com olhar histórico, as fotos do slalom gigante feminino das Olimpíadas em Cortina não são apenas ilustrações de um resultado; são fragmentos que ajudam a entender como uma comunidade se vê e se projeta. Cada rosto, cada bandeira, cada prancha de neve fotografada contribui para esse retrato amplo — de um tempo e de um lugar em que o esporte opera como tecido social.
Crédito das imagens: Fotogrammabelluno.





















