Azzurri viveram uma tarde memorável ontem, quando a delegação italiana ampliou seu desempenho nos XXV Jogos Olímpicos de Inverno. Foram três novas medalhas que empurraram a Itália para um recorde absoluto de 30 medalhas — 10 ouros, 6 pratas e 14 bronzes — deixando o país na quarta posição do quadro de medalhas, atrás apenas de Noruega, Estados Unidos e Holanda.
Do pódio de ontem emergem nomes que já se inscrevem na memória coletiva do esporte italiano contemporâneo: Simone Deromedis (ouro) e Federico Tomasoni (prata) no Ski cross; e Andrea Giovannini, que conquistou o bronze na patinação. Esses resultados não são apenas números: são expressão de um sistema esportivo que combina tradição alpina, centros de formação regionais e uma capacidade crescente de projetar atletas em provas de alto rendimento.
À véspera da jornada de encerramento, é legítimo ler esse avanço como produto de décadas de relação entre território e esporte — Cortina e outras localidades do norte da Itália continuam a servir como laboratórios de técnica e resistência, enquanto políticas públicas e investimentos privados se refletem na qualidade dos treinamentos e no impacto sobre gerações mais jovens.
Para este domingo, 22 de fevereiro, os Azzurri que entram em pista ou pista de gelo mantêm a responsabilidade de confirmar a boa performance e, ao mesmo tempo, de representar a dimensão simbólica desta participação italiana: não apenas competir, mas coroar um ciclo que consolidou a melhor campanha do país em Jogos de Inverno.
Programação dos atletas italianos (horários locais)
- 10:00 – 11:00 — Bob a 4 U – Heat 3, Cortina Sliding Centre: Patrick Baumgartner, Lorenzo Bilotti, Eric Fantazzini, Robert Gino Mircea.
- 10:00 – 13:30 — 50 km Mass Start (Esqui cross-country), Tesero Cross-Country Skiing Stadium: Anna Comarella.
- 12:15 – 13:20 — Bob a 4 U – Heat 4, Cortina Sliding Centre: Patrick Baumgartner, Lorenzo Bilotti, Eric Fantazzini, Robert Gino Mircea.
O programa mostra uma distribuição clara entre provas de resistência e saltos de velocidade/coordenação. O percurso de 50 km no Tesero Cross-Country Skiing Stadium é uma prova de fundo que testa paciência, técnica e gestão de esforço; Anna Comarella representa a tradição italiana nesse tipo de prova, onde a distância e as condições climáticas impõem estratégias complexas. Já o bob, disputado no Cortina Sliding Centre, exige coesão milimétrica de equipe e conhecimento da pista: são detalhes que, somados, definem centésimos de segundo e podem significar presença no pódio.
Ao olhar para a última jornada, importa não apenas acompanhar as colocações finais, mas interpretar o significado desse resultado coletivo. A Itália chega ao desfecho com números que extrapolam a performance individual: tratam-se de episódios que alimentam narrativas locais e nacionais, fortalecem projetos de base e reatualizam o patrimônio esportivo das regiões alpinas. Se o esporte é espelho da sociedade, a campanha dos Azzurri nesta edição dos jogos reflete uma confluência de tradição, investimento e renovação.
Seguiremos acompanhando as provas de hoje, em especial o desafio de Anna Comarella nos 50 km e as passagens do quarteto de bob, para avaliar se a Itália confirma o recorde ou ainda arredonda a sua já histórica participação.






















