Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
Quando as luzes se apagarem e o semáforo anunciar a largada do Grande Prêmio da Austrália, em 8 de março, a imagem do pelotão da Fórmula 1 terá uma nota pessoal a mais: Kimi Antonelli e Lando Norris deverão entrar na pista solteiros. Duas relações públicas e relativamente recentes — a do piloto italiano da Mercedes com a modelo tcheca Eliska Bábíčková, e a do britânico da McLaren com a portuguesa Margarida Corceiro — chegaram ao fim nas últimas semanas.
O término de Antonelli foi confirmado pela própria Eliska Bábíčková em um vídeo publicado no Instagram. Na mensagem, ela explicou que, ao longo de fevereiro, o casal tentou avaliar a viabilidade da relação, mas acabou reconhecendo que suas vidas e expectativas para o futuro já não convergiam. Segundo a modelo, foi ela quem decidiu encerrar a ligação sentimental — não por motivos escandalosos, mas por diferenças de valores e de projeto de vida. Bábíčková fez questão de negar qualquer envolvimento de terceiros: “não houve traição de nenhuma das partes”, disse, buscando encerrar especulações e pedir respeito.
Do lado de Norris, a notícia circulou de forma mais dispersa: um vídeo em que ele se define como “sentimentalmente livre”, durante uma conversa com Carlos Sainz Jr., viralizou nas redes e alimentou rumores. Fontes próximas ao casal disseram ao tabloide britânico The Sun que havia sinais de desgaste havia algum tempo e que, depois de um período de reaproximação em 2025, a relação com Margarida Corceiro aparentemente se dissolveu de vez.
Ambos os relacionamentos tinham começado em 2023. Em contextos públicos marcados pela exposição e pelo escrutínio midiático, a repetida oscilação entre aproximação e afastamento mostra o peso que a vida esportiva exerce sobre vínculos pessoais: viagens constantes, calendários apertados e a necessidade de manter uma imagem pública sempre alinhada aos interesses comerciais e institucionais dos pilotos e das equipes.
Do ponto de vista institucional, os desfechos pouco alteram o quadro esportivo imediato: Kimi Antonelli permanece como jovem promessa da Mercedes e Lando Norris segue figura-chave na paisagem da McLaren. Mas, como observador atento das trocas entre esporte e sociedade, interessa-me notar que a exposição dessas vidas privadas atravessa narrativas maiores — sobre fama, representação de sexualidades e gêneros, e as novas práticas de comunicação pessoal nas mídias sociais, que transformam encerramentos íntimos em eventos públicos.
Para os fãs e para a imprensa, há também um componente de curiosidade: como a gestão dessas notícias pode interferir no desempenho esportivo? Alguns pilotos conseguem segregar a esfera privada da profissional com maior eficiência; outros sentem o impacto emocional em pista. Resta acompanhar as primeiras corridas da temporada para avaliar qualquer sinal de repercussão.
Em termos de reputação, as declarações públicas de Bábíčková — claras ao refutar especulações — buscam preservar tanto a memória afetiva do relacionamento quanto a imagem dos dois protagonistas. Já o episódio envolvendo Norris e a viralização do vídeo sublinha como conversas informais entre colegas de paddock rapidamente se transformam em manchetes globais.
Ao fechar este capítulo pessoal antes do início da nova temporada, Kimi Antonelli e Lando Norris reaparecem, portanto, sob o mesmo denominador comum do esporte moderno: a convivência simultânea entre excelência atlética e exposição pública. A pista, como sempre, será o veredicto mais duro e implacável.
Atualizaremos esta reportagem caso surjam novas informações oficiais sobre as relações ou manifestações das partes envolvidas.






















