Garantir a ordem pública, a segurança e a assistência a cidadãos, turistas e espectadores que se deslocarão para as sedes das competições é uma das prioridades na organização dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano‑Cortina 2026. A resposta do Estado combina recursos logísticos, presença militar e policiamento de proximidade sobre e ao redor das vias de acesso.
O ministro da Defesa, Guido Crosetto, anunciou nas redes que o apoio das Forças Armadas incluirá 170 veículos, além de meios radar, aeronaves e UAVs (drones). No total, o dispositivo previsto aponta para 1.928 militares mobilizados e 2.000 Carabinieri destacados em ações de segurança e apoio operacional.
Um dos pontos centrais dessa arquitetura de proteção é a estação ferroviária de Tirano, na província de Sondrio. Ali funciona um Posto da Polícia Ferroviária dedicado ao evento, com agentes que realizam controle de passageiros, vigilância do pátio e atividades preventivas, com atenção especial a quem opta pelo transporte sobre trilhos.
Atividades semelhantes foram implementadas na estação de Ponte nelle Alpi, no Bellunese, onde Postos de Polícia temporários dão suporte ao incremento de fluxos humanos vinculado às competições. Essas estruturas de proximidade visam manter uma presença dissuasiva sem comprometer a fluidez e a acolhida ao visitante.
Além do policiamento ferroviário, a Polícia de Fronteira de Tirano terá papel essencial: historicamente responsável pelo controle dos principais vales alpinos na fronteira com a Suíça, seu espectro de ação vai do Monte Spluga até o Passo di Santa Maria dello Stelvio. Em preparação aos Jogos, os controles foram intensificados em pontos estratégicos como Piattamala, em Tirano, e o valico de Ponte del Gallo, em Livigno.
Essa conjunção entre Polícia Ferroviária e Polícia de Fronteira forma um dispositivo integrado, concebido para assegurar prevenção, controles eficazes e vigilância nas principais vias ferroviárias e rodoviárias que conduzirão público e atletas às provas. A escolha de reforçar estações e passagens alpinas tem dupla natureza: mitigar riscos de segurança e gerir fluxos massivos em áreas de difícil logística.
Do ponto de vista institucional, o desdobramento anunciado por Crosetto reflete a tradição italiana de combinar forças civis e militares em grandes eventos, buscando equilibrar proteção e convivência pública. Num território marcado por fronteiras montanhosas e centros urbanos dispersos, a operação não se limita à proteção dos locais de competição; pretende também preservar a mobilidade regional e a normalidade das comunidades locais durante o evento.
Em síntese, a preparação para os Jogos confirma a prioridade do Estado em garantir uma presença robusta e articulada nas rotas de acesso — especialmente por trem e pelas passagens alpinas — com ênfase na coordenação entre diferentes forças e na manutenção de um ambiente seguro e acessível para residentes e visitantes.






















