Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
O sábado 21 de fevereiro marca a penúltima jornada dos XXV Jogos Olímpicos de Milano‑Cortina 2026. É um dia de decisões e despedidas, onde o calendário italiano combina provas de resistência, técnica e espetáculo. Entre as atenções concentradas na capital lombarda e nas aldeias alpinas, os Azzurri estarão em destaque em diversas modalidades, oferecendo ao público um retrato daquilo que o esporte italiano representa hoje: tradição, formação e uma capacidade de se reinventar em cada geração.
Há expectativa particular para o mass start do patinagem velocidade, com nomes como Francesca Lollobrigida e Andrea Giovannini envolvidos nas baterias e finais em Milão. Em Anterselva, o dia reserva um momento carregado de simbolismo: o mass start do biatlo feminino, em que Lisa Vittozzi e Dorothea Wierer — esta última em sua despedida das competições — medem forças numa prova que mistura resistência e precisão, duas qualidades profundamente enraizadas na história do esporte de neve italiano.
O calendário também reserva possibilidade de pódio no skicross, com Simone Deromedis entre os nomes que poderão sonhar com medalha, enquanto em Cortina d’Ampezzo as duas primeiras descidas do bob a 4 prometem confirmar se a equipe liderada por Patrick Baumgartner (com Lorenzo Bilotti, Eric Fantazzini e Robert Gino Mircea) terá fôlego para disputar o lugar no pódio.
Abaixo, o programa detalhado para sábado 21 de fevereiro (horários locais):
- 10:00 — Freestyle, skicross homens (qualificações: Simone Deromedis, Federico Tomasoni, Edoardo Zorzi, Dominik Zuech — em Livigno);
- 10:00 — Bob a 4 homens (1ª manche: Patrick Baumgartner / Lorenzo Bilotti / Eric Fantazzini / Robert Gino Mircea — em Cortina d’Ampezzo);
- 11:00 — Ski de fundo, 50 km mass start homens (Elia Barp, Simone Daprà, Federico Pellegrino — em Lago di Tesero);
- 11:57 — Bob a 4 homens (2ª manche: mesma formação — em Cortina d’Ampezzo);
- 12:00 — Freestyle, skicross homens (oitavas de final: Simone Deromedis, Federico Tomasoni, Edoardo Zorzi, Dominik Zuech — em Livigno);
- 12:30 — Freestyle, skicross homens (quartas de final — em Livigno);
- 12:54 — Freestyle, skicross homens (semifinal — em Livigno);
- 13:10 — Freestyle, skicross homens (final — em Livigno);
- 13:30 — Ski alpinismo, estafeta mista (Michele Boscacci / Alba De Silvestro — em Bormio);
- 14:15 — Biathlon, mass start mulheres (Lisa Vittozzi, Dorothea Wierer — em Anterselva);
- 15:00 — Patinagem velocidade, mass start homens (semifinais: Daniele Di Stefano, Andrea Giovannini — em Milão);
- 15:50 — Patinagem velocidade, mass start mulheres (semifinais: Francesca Lollobrigida — em Milão);
- 16:40 — Patinagem velocidade, mass start homens (final — em Milão);
- 17:15 — Patinagem velocidade, mass start mulheres (final — em Milão);
- 19:00 — Bob a 2 mulheres (3ª manche: Giada Andreutti, Anna Costella, Simona De Silvestro, Alessia Gatti — em Cortina d’Ampezzo);
- 21:05 — Bob a 2 mulheres (4ª manche: mesmas atletas — em Cortina d’Ampezzo).
Mais do que um conjunto de horários, este sábado sintetiza como os Jogos se ramificam pelo território: de Livigno a Bormio, passando por Lago di Tesero, Anterselva e Cortina, até chegar à frenética pista de Milão. Cada local conta uma história: é ali que se formam atletas, que se perpetuam tradições regionais e onde se faz a memória coletiva do esporte italiano.
Enquanto acompanhamos resultados e disputas, é importante lembrar o papel dessas competições como palco de trajetórias individuais e coletivas. A despedida de uma campeã como Dorothea Wierer não é apenas um fim de ciclo esportivo, mas também um momento de reflexão sobre formação, visibilidade e legado. Da mesma forma, o desempenho do Team Baumgartner ou a carreira de nomes como Francesca Lollobrigida falam de programas esportivos, investimentos e da capacidade da Itália de protagonizar grandes eventos continentais.
Para o leitor interessado em acompanhar ao vivo, recomenda-se atenção aos horários e às transmissões locais. Em termos simbólicos, o sábado 21 confirma-se como um dia em que técnica, resistência e emoção convergem — e onde os Azzurri voltarão a testar seu lugar na narrativa olímpica contemporânea.





















