PISA, 13 de fevereiro de 2026 — Em um confronto que misturou resistência tática e lampejos de classe individual, o Milan saiu de Pisa com a vitória por 2 a 1, na abertura da 25ª rodada da Serie A. O resultado foi decidido por uma obra de arte de Modrić nos minutos finais, depois de um primeiro tempo em que o clube rossonero sofreu mais do que a expectativa sugeria.
O primeiro tempo foi marcado por um Pisa atento e compacto, que por pouco não abriu o placar antes da vantagem visitante: em boa chance, Stojilkovic viu sua finalização negada pelo goleiro Maignan. A resposta do Milan veio em um lance de bola parada, com Loftus-Cheek subindo ao centro da área e desviando de cabeça para colocar os visitantes em vantagem: 0-1.
Na segunda etapa, o jogo ganhou em tensão. O Milan teve a oportunidade de ampliar quando foi marcado pênalti a seu favor, mas Fullkrug desperdiçou a cobrança, um momento que poderia ter mudado a dinâmica do confronto. O Pisa, animado pela possibilidade, não se entregou: já no decorrer do segundo tempo, Loyola aproveitou uma sequência ofensiva e empatou a partida, 1-1, reequilibrando o duelo.
Quando a partida caminhava para um desfecho repartido, surgiu o instante decisivo. Modrić, com a leitura de jogo e a habilidade que o tornaram referência na Europa, encontrou um espaço na intermediária e, com um toque de pura técnica, colocou o Milan novamente à frente, fechando em 2 a 1 e garantindo os três pontos para a equipe dirigida por Allegri.
Mais do que um resultado, o jogo em Pisa oferece material de análise sobre duas narrativas recorrentes no futebol contemporâneo. De um lado, a capacidade do Milan de depender dos lampejos de jogadores com experiência para resolver partidas fechadas; do outro, a capacidade de times de menor orçamento, como o Pisa, de construir partidas de solidez, explorando espaços e forçando erros. O pênalti perdido por Fullkrug também lembra que, em campeonatos longos, a gestão de momentos — cobranças decisivas, concentração defensiva no fim — é tão vital quanto o talento individual.
Para o público que acompanha o futebol italiano como expressão social, a partida reafirma a persistência de duas leituras: a tradicional concentração de recursos e experiência nos grandes clubes e a emergência contínua de projetos locais que desafiam, com organização e identidade, o status quo. Em termos práticos, a vitória do Milan representa três pontos importantes em uma fase em que margens por erro são pequenas; para o Pisa, fica a sensação de oportunidade perdida e a confirmação de que seu projeto pode incomodar adversários maiores.
O jogo de hoje em Pisa será lembrado sobretudo pela capacidade de Modrić de decidir nos instantes finais e pela prova de que, mesmo sem dominar amplamente, o Milan ainda encontra meios para converter experiência em resultado.






















