Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
O meio-campista do AC Milan, Ruben Loftus-Cheek, foi submetido a uma intervenção cirúrgica na mandíbula após o violento choque com o goleiro Corvi nos primeiros minutos do confronto entre Milan e Parma, disputado no San Siro pela 26ª rodada da Serie A. A partida terminou 1-0 a favor dos visitantes, com gol de Troilo que suscitou controvérsias em campo.
Segundo comunicado oficial do clube, o jogador sofreu um trauma facial significativo que levou à fratura do processo alveolar da mandíbula. Loftus-Cheek foi internado no departamento de Cirurgia Maxilo-Facial e Clínica Odontológica da ASST Santi Paolo e Carlo, onde, na manhã seguinte, foi operado pelo Dr. Luca Autelitano. A operação de redução e estabilização da fratura foi considerada plenamente bem-sucedida. O atleta recebeu alta no mesmo dia e os médicos estimam um tempo de recuperação na ordem de oito semanas.
Nas redes sociais, o próprio jogador compartilhou imagens fortes do pós-impacto — fotografias que o mostram com o rosto visivelmente inchado e alguns dentes danificados — e publicou uma mensagem de agradecimento: “Foi um golpe forte, mas o pior já passou. Obrigado de coração a toda a equipa médica que me assistiu com profissionalidade e atenção. Um agradecimento especial aos torcedores pelos milhares de mensagens: li, senti e deram-me uma força incrível. Obrigado aos meus companheiros: somos um grupo, somos uma família. Agora seguimos para os nossos objetivos, fortes e unidos”.
Do ponto de vista prático, a ausência de Loftus-Cheek coloca o Milan numa situação tática delicada. O meio-campista, proveniente do Chelsea, oferece ao elenco características físicas e capacidade de transição que não são fáceis de substituir em poucos dias. Em um calendário italiano apertado, especialmente para um clube com ambições continentais e domésticas, a lesão abre espaço para decisões sobre rotação, possíveis ajustes no desenho tático e, a médio prazo, considerações sobre reforços ou alternativas dentro da formação juvenil.
É necessário, porém, contextualizar: lesões faciais de alto impacto, apesar do choque dramático que produzem nas imagens e nas redes, têm protocolos consolidados de tratamento. A rapidez no diagnóstico, a intervenção de especialistas em cirurgia maxilo-facial e o suporte odontológico — como o prestado na ASST Santi Paolo e Carlo — são determinantes para uma recuperação que permita retorno em condições seguras ao contato físico do jogo.
Em termos simbólicos, episódios como este ressaltam a natureza vulnerável do atleta moderno: símbolo de uma identidade coletiva, mas sujeito a riscos imediatos que dizem respeito tanto à carreira quanto à integridade física. Para o Milan, resta agora gerenciar a janela de recuperação, o imbróglio esportivo pós-derrota e a urgência de manter unidade e foco em objetivos maiores.
O clube informou permanecerá atualizando a situação médica do jogador. Entrementes, a narrativa pública — alimentada pelas imagens e pela mensagem de Loftus-Cheek — tornou-se também um gesto de solidariedade para com o atleta numa temporada que exige resiliência e planejamento.





















