Kings League Lottomatica.sport Italy confirmou oficialmente o início do segundo Split da temporada: as partidas terão início em 2 de março de 2026 e serão disputadas regularmente às segundas-feiras, mantendo o formato que transformou a liga em fenômeno de audiência e de experimentação esportiva.
A oficialização chega após o encerramento do mercado internacional da Kings League, que envolveu seleções e movimentações entre Itália, Espanha, Alemanha, México e Brasil, definindo as formas e as composições das equipes que voltarão a disputar os confrontos no icônico campo negro da competição.
Entre as doze equipes italianas anunciadas, destacam-se nomes que cruzam territórios diversos da cultura esportiva e do entretenimento: os Boomers de Fedez; os D-POWER, conduzidos por Diletta Leotta e Bobo Vieri; os Stallions, liderados pelo streamer Blur; e os BIGBRO de Moonryde, que manterão figuras como Spizzi (Alessandro Florenzi) e Davide Moscardelli no elenco. Essa mistura reforça a natureza híbrida da Kings League, onde ídolos clássicos e formadores de opinião digital convergem em um mesmo cenário.
Uma alteração de relevo é a transformação do projeto de Luca Toni e ZW Jackson, agora renomeado para Zeta Como, fruto de uma parceria com o Como 1907. A novidade inclui a presença de Melissa Satta como vice-presidente da equipe, um movimento que sublinha a crescente interlocução entre estruturas tradicionais do futebol e iniciativas alternativas de caráter privado e midiático.
Persistem também as sinergias com clubes de Série A: as Zebras continuam a colaboração com a Juventus, enquanto o projeto Circus mantém sua ligação com o Hellas Verona. Esses acordos reforçam a Kings League como espaço de experimentação institucional, onde times profissionais encontram caminhos de comunicação, formação e marketing com novas audiências.
Durante a live de anúncio, Claudio Marchisio, Head of Competition da Kings League Lottomatica.sport Italy, confirmou a data do primeiro matchday e reforçou a intenção da organização em preservar o ritmo semanal que transformou o produto em evento regular no calendário esportivo e digital.
Mais do que uma simples competição, a Kings League projeta-se como laboratório sobre como o futebol pode se reinventar em termos de espetáculo, economia de atenção e participação dos torcedores. A presença de streamers, ex-jogadores profissionais e parcerias com clubes tradicionais revela uma paisagem onde o jogo não é apenas disputa de placares, mas elo entre memórias locais e práticas contemporâneas de consumo cultural.
À medida que se aproxima 2 de março, espera-se que a Kings League mantenha sua capacidade de atrair públicos diversos, ampliar acordos comerciais e testar soluções de entretenimento esportivo que podem influenciar a própria estrutura do futebol em nível nacional. Para observadores atentos, trata-se de um experimento contínuo sobre como reinventar plateias e narrativas sem romper completamente com a tradição do jogo.






















