Havia apreensão em Milão após a saída precoce de Lautaro Martínez na partida de quarta-feira pela Champions League contra o Bodo/Glimt. Nesta manhã, o departamento médico do clube divulgou os exames realizados no atacante argentino, confirmando um ressentimento muscular no sóleo da perna esquerda.
O controle clínico e instrumental foi efetuado no Istituto Humanitas de Rozzano, onde a equipe médica da Inter avaliou a extensão do problema. Em nota oficial, o clube informou que a situação será novamente reavaliada na próxima semana, num esforço para acompanhar a evolução e planejar a recuperação sem precipitações.
Na prática, o diagnóstico — menos grave do que o temor inicial sugeria — implica ausências certas: Lautaro não jogará na partida de amanhã contra o Lecce e também ficará de fora do jogo de volta dos play-offs da Champions League diante do Bodo/Glimt. A comissão técnica e a direção médica tentarão recuperá-lo a tempo do dérbi contra o rival local, marcado para 8 de março, devolvendo-o ao elenco de mister Chivu se as condições permitirem.
Do ponto de vista esportivo e simbólico, a lesão de Lautaro transcende a ausência momentânea de um goleador. Ele é um elemento de identidade para a equipe, um nó na engrenagem ofensiva que condiciona escolhas táticas e a gestão de minutos de outros atacantes. Em uma temporada em que a Inter disputa em várias frentes, a necessidade de preservar jogadores e rotacionar o elenco volta a ser determinante — não apenas para os resultados imediatos, mas para a resistência ao longo da campanha.
Para além do campo, o episódio ilumina outra questão: a relação entre calendário, intensidade e prevenção. Exames realizados em centros reconhecidos, como o Humanitas, e a opção por reavaliações sequenciais, refletem uma abordagem prudente que tem se tornado padrão na elite europeia. Recuperar um atleta com segurança é tão estratégico quanto escalá-lo em jogos decisivos.
A diretiva é clara — evitar recaídas que possam prolongar a ausência. Assim, enquanto a imprensa e a torcida especulam sobre sua disponibilidade para o dérbi, a prioridade do clube é médica. A semana que vem será determinante para um prognóstico mais preciso e para as decisões táticas de Chivu, que terá de balancear ambição e cautela.
Em síntese: a notícia é de alento parcial — trata-se de um problema muscular, não de uma ruptura — mas a Inter perde, por ora, seu centro de gravidade ofensivo em dois compromissos importantes. A reavaliação programada definirá os contornos do retorno e dará ao clube mais elementos para planejar os próximos passos em um calendário que não perdoa descuidos.
Fonte: comunicado oficial da Inter; adaptação e análise por Espresso Italia






















