Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
As notícias que chegam do centro de reabilitação da Lazio não trazem alívio para o técnico Sarri nem para os torcedores e para os gestores de escalações do Fantacalcio. O meia e capitão Mattia Zaccagni está longe dos campos desde a véspera da viagem a Genoa, em 30 de janeiro, quando sentiu um problema musculoesquelético na região abdominal. Desde então, o camisa 10 não voltou a ser opção para a equipe.
Após a ausência confirmada no duelo contra a Juventus, o clube anunciou que Zaccagni também não estará disponível para o quarto de final da Coppa Italia, marcado para a próxima quarta-feira no Dall’Ara, contra o Bologna. A decisão de preservar o jogador espelha uma avaliação médica que recomenda cautela diante de uma lesão que, conforme as primeiras impressões, não é de curta resolução.
O tom adotado por Sarri ao classificar o problema como “sério” reforça a prudência institucional: em uma temporada em que a Lazio ambiciona recuperação de posições e consistência tática, perder um elemento criativo e de referência como Mattia Zaccagni altera projeções táticas e forçará ajustes de formação e responsabilidade coletiva.
Nos próximos dias está prevista uma nova bateria de exames, entre terça e quarta-feira, para aferir a extensão da ruptura muscular e estabelecer um cronograma terapêutico mais preciso. As informações preliminares apontam para um panorama em que a reintrodução do jogador no elenco ativo deverá ocorrer apenas após o confronto em Cagliari, em 21 de fevereiro — hipótese que, se confirmada, acarreta semanas de ausência em partidas de forte relevância esportiva e para o mercado de fantasy.
Além do impacto imediato na capacidade ofensiva do time, a ausência de Zaccagni suscita uma leitura mais ampla sobre a gestão de cargas e a estrutura de fisioterapia do clube. Em contextos europeus contemporâneos, a manutenção de atletas de alto rendimento passa por protocolos multidisciplinares que integram preparação física, nutrição e reabilitação. A prudência agora anunciada pode indicar uma escolha estratégica para reduzir riscos de recidiva em um jogador cuja presença é determinante para a construção coletiva.
Para os técnicos e analistas, o desafio será identificar soluções que preservem a identidade de jogo de Sarri sem sacrificar equilíbrio defensivo. Para os fantasistas, a movimentação no mercado e a redefinição de capitães e titulares será inevitável. E para o próprio Mattia Zaccagni, trata-se de um teste de gestão física e psicológica: recuperar-se com segurança e retornar com a mesma influência no sistema.
Atualizações virão após os exames programados. Até lá, a Lazio precisa recompor peças e manter a leitura tática que tem caracterizado suas melhores atuações.






















