Apuração in loco e cruzamento de fontes confirmam os fatos brutos ocorridos durante a partida Inter x Cremonese: um torcedor da curva nerazzurra lançou um petardo que atingiu — ainda que de raspão — o goleiro Emil Audero, hoje na Cremonese e ex-jogador do Inter. O atleta caiu ao gramado atordoado; companheiros correram em socorro.
Jogadores como Dimarco, Lautaro e Bastoni aproximaram-se imediatamente para checar o estado do ex-companheiro. Ivan Chivu, presente na arquibancada, desceu visivelmente abalado e repreendeu os torcedores da curva. A cena foi de conflito direto entre a emoção dos atletas e a violência isolada em parte da torcida.
Segundo as verificações policiais e relatos de testemunhas, o responsável pelo lançamento agiu como um cão-solitário dentro do grupo: na sequência, manuseou outro artefato pirotécnico que explodiu em sua mão. O indivíduo sofreu a amputação parcial de dois a três dedos e foi levado ao hospital — antes de ser formalmente detido — após ser agredido por outros integrantes de sua própria torcida.
O episódio ocorreu à vista do presidente da Lega, Ezio Simonelli, e já desencadeou investigação das autoridades competentes. O dirigente do Inter, Beppe Marotta, declarou: “Vorrei stigmatizzare e condannare un gesto insulso che non ha nulla a che fare con i valori dello sport” — em tradução direta, reafirmando a condenação total do clube. Marotta acrescentou que os inquéritos apontam para um ato isolado e que o responsável será identificado. Elogiou ainda a postura profissional de Audero, que retornou ao jogo e o concluiu.
Na esfera disciplinar, o Inter está exposto a sanções: multa que pode chegar a 50 mil euros e a possibilidade de fechamento da curva em partidas futuras, entre elas o próximo jogo em San Siro contra a Juve. A hipótese de derrota por 3-0 a favor do adversário só seria aplicável caso a partida fosse interrompida por risco de segurança, o que não ocorreu — não houve suspensão do jogo e tampouco registro de outros lançamentos de petardos.
Em tom direto e conciso, Alessandro Bastoni descreveu a prioridade imediata: “C’era tanta preoccupazione per la salute di Emil. Non abbiamo certo pensato a sanzioni legate al risultato, non è né corretto né umano.” A fala traduz a realidade dos vestiários: a preocupação com a integridade física do colega sobrepôs-se a qualquer cálculo esportivo.
Este é o raio-x do episódio até o momento: fatos confirmados por testemunhas e autoridades, investigação em curso e consequências tanto para o agredido quanto para o torcedor responsável e para a instituição esportiva. A apuração prossegue para identificar a dinâmica exata dos eventos e as eventuais responsabilidades criminais e administrativas.
Giulliano Martini — correspondente Espresso Italia, 48 anos de vivência na Itália, apuração jornalística e cruzamento de fontes para entrega da informação limpa.





















