Por Otávio Marchesini — A 26ª rodada da Serie A começa com um confronto carregado de consequências diretas: Sassuolo e Hellas Verona se enfrentam no Mapei Stadium, em um duelo que pode redesenhar as linhas da luta pela salvezza.
O time da casa entra pressionado pela necessidade de pontos para se afastar da zona de rebaixamento. A proposta de Grosso tende a ser clara: preservar a posse e equilibrar segurança defensiva com a qualidade do trio ofensivo. A formação esperada para o Sassuolo é o 4-3-3, com:
- (4-3-3) Sassuolo: Muric; W. Coulibaly, Walukiewicz, Idzes, Doig; Thorstvedt, Lipani, Koné; Berardi, Pinamonti, Laurienté.
Do outro lado, o Hellas Verona de Sammarco deve responder com o seu habitual 3-5-2, formação que prioriza equilíbrio e compactação, sobretudo longe das individuais. A equipe visitante procura consistência coletiva para encurtar a distância da zona de permanência — hoje seis pontos — e não pode vacilar:
- (3-5-2) Hellas Verona: Montipò; Bella-Kotchap, Nelsson, Edmundsson; Bradaric, Niasse, Al-Musrati, Harroui, Frese; Bowie, Sarr (favorecido sobre Mosquera para suprir a ausência de Orban).
Em termos táticos, o jogo deverá ser decidido nos detalhes: transições rápidas do Sassuolo para explorar as laterais com Doig e Berardi e a capacidade do Verona em ocupar os espaços entre linhas com Al-Musrati e Harroui. A batalha pelo domínio do meio-campo será chave — quem vencer essa disputa terá mais facilidade para criar chances e controlar o ritmo.
A programação da 26ª rodada, além desse confronto inaugural, traz partidas com impacto tanto na ponta quanto na disputa pela permanência:
- Sexta, 20/02 — Sassuolo-Hellas Verona 20:45
- Sábado, 21/02 — Juventus-Como 12:30; Lecce-Inter 18:00; Cagliari-Lazio 20:45
- Domingo, 22/02 — Genoa-Torino 12:30; Atalanta-Napoli 15:00; Milan-Parma 18:00; Roma-Cremonese 20:45
- Segunda, 23/02 — Fiorentina-Pisa 18:30; Bologna-Udinese 20:45
No topo da tabela, o Inter lidera com alguma folga, mas o calendário torna cada partida potencialmente perigosa: erros podem reabrir a corrida pelo título. Milan, Napoli e Roma seguem próximos e atentos a qualquer deslize da liderança. Entre estas partidas de maior apelo, o choque Atalanta–Napoli se destaca como teste de fogo para duas estruturas ofensivas consolidadas e com ambições europeias.
Já na base da tabela, a margem entre escapar e cair segue tênue. Jogos diretos — como o que abre a rodada — assumem um peso desproporcional: uma vitória pode trazer alívio imediato; um revés pode colocar toda a temporada em risco. O cenário exige, acima de tudo, solidez defensiva e planejamento para a sobrecarga de confrontos decisivos nas próximas semanas.
Como analista, observo que partidas como Sassuolo x Hellas Verona são, em essência, uma medida da organização dos clubes: capacidade de formar elenco, gestão de lesões e eficácia tática. Não se trata apenas de escapar do rebaixamento; é uma prova da sustentabilidade institucional de equipes que operam com orçamentos e projetos distintos no futebol italiano.
Expectativa: jogo de intensidade elevada, marcado por duelos individuais no campo e por decisões técnicas dos treinadores. O vencedor leva fôlego na corrida pela salvezza; o perdedor verá a pressão aumentar. Para os observadores atentos, é um encontro que diz mais sobre o futuro imediato dessas duas cidades do que sobre uma rodada isolada.
Espresso Italia — Reportagem de campo e análise contextual por Otávio Marchesini.





















