No encontro realizado no Olimpico, a Roma derrotou a Cremonese por 3 a 0, com gols na segunda etapa de Cristante (59′), Ndicka (77′) e Pisilli (86′). O resultado deixa os giallorossi com 50 pontos, empatados com o Napoli na terceira colocação da Serie A, enquanto a Cremonese permanece na zona de risco em 16º, com 24 pontos, ao lado do Lecce.
O primeiro tempo teve ritmo moroso e poucas chances claras. Malen foi a referência ofensiva da equipe da casa, criando o primeiro perigo ao entrar na área e sofrer o duplo marcação; uma intervenção de Maleh evitou o perigo. Aos 19′, nova investida de Malen, que entrou na área e serviu ao centro sem que a finalização encontrasse espaço, e aos 24′ veio o primeiro cartão amarelo da partida, para Thorsby, por falta em Pellegrini.
Aos 25′ aconteceu um lance curioso: Zaragoza cruzou com o pé aberto, Luperto desviou de cabeça em direção ao próprio gol e quase surpreendeu o goleiro. Aos 27′, em cobrança de escanteio, Koné testou a baliza mas a bola bateu em Ghilardi e saiu. Aos 34′ Pellegrini tentou de falta, sem sucesso. Um minuto depois, veio a primeira grande chance: após jogada ofensiva, Zaragoza cruzou e Mancini subiu de cabeça, acertando a trave; a tentativa acrobática de Pellegrini foi bloqueada em seguida. Antes do intervalo, Zerbin não aproveitou uma transição interessante, errando o cruzamento para Sanabria.
Na volta do intervalo houve movimentação nas duas equipes: entrou El Aynaoui no lugar de Ghilardi e, logo no início, o treinador adversário foi forçado a mexer por lesão — Payero saiu e Bondo entrou. A partida ganhou outra cara com mais agressividade ofensiva dos mandantes. Aos 14′ da etapa final, a Roma abriu o placar: em sua 350ª partida com a camisa vermelha, Cristante desviou de cabeça diretamente de escanteio cobrado por Pellegrini, surpreendendo Audero e celebrando um marco de longevidade e identificação com o clube.
Aos 18′ Sanabria deu lugar a Vardy, e a defesa da Cremonese passou a sofrer pressões mais intensas. Ndicka chegou duas vezes perto do segundo gol, primeiro de cabeça e depois com um chute defendido por Audero. As trocas se sucederam: saiu Pellegrini para a entrada de Pisilli, e a Cremonese tentou reagir com alterações que incluíram Djuric e Faye.
Aos 77 minutos veio o momento que simboliza transformação de função: em cobrança de escanteio prolongada, Cristante desviou e o primeiro gol de Ndicka na Serie A — um defensor que aproveita bola parada para ampliar a segurança e a presença ofensiva da equipe — matou qualquer ilusão de reação do visitante. Ainda houve tempo para mais um capítulo aos 86′, quando Pisilli fechou o placar com um gol que confirma a aposta em juventude e mobilidade no setor ofensivo da Roma.
Ao término do jogo, a leitura vai além dos números: a vitória permite à Roma não só consolidar uma posição que assegura protagonismo na briga por vagas europeias, mas também reafirma elementos de identidade do elenco — jogadores que surgem das transições e da bola parada, a mistura entre atletas veteranos que simbolizam continuidade (Cristante) e peças jovens que apontam futuro (Pisilli, Ndicka). Para a Cremonese, a derrota evidencia fragilidades defensivas e a necessidade de respostas rápidas para escapar da proximidade com a zona de rebaixamento.
Do ponto de vista social e cultural, um triunfo no Olimpico sempre ressoa além do esporte: é uma narrativa compartilhada pela cidade, um lembrete de que clubes como a Roma negociam orgulho local, expectativas internacionais e a construção contínua de memória coletiva. Hoje foram três gols que traduziram essa tensão entre passado e futuro — solidez e projeto — e que, no placar, deram à torcida o alento de olhar adiante.






















