Por Otávio Marchesini, Espresso Italia — O Cagliari encara o Lecce na noite de segunda-feira, com início marcado para as 20h45 na Unipol Domus. O confronto, enquadrado na Serie A, chega num momento em que os rossoblù precisam conciliar ambição tática e limitações físicas: o técnico Pisacane tenta montar uma equipe competitiva apesar das baixas e da reduzida profundidade do elenco.
Depois da derrota para a Roma, o treinador tende a manter a formação que assegurou três vitórias consecutivas antes do revés. Um alento para a retaguarda é o retorno de Mina, que treinou normalmente com o restante do grupo e deve figurar entre os titulares. Em contrapartida, o clube segue sem poder contar com Deiola, que teve uma recaída na recuperação, e com o atacante Borrelli, afastado por uma distração no flexor — lesão que deverá mantê‑lo fora por cerca de um mês. Permanecem fora também Belotti, Felici e Folorunsho, este último realizando trabalho personalizado.
Na leitura pragmática que guia meu acompanhamento da cena esportiva italiana, é indispensável notar que as escolhas de equipe do Cagliari não são apenas técnicas, mas respostas a uma configuração estrutural: elenco curto, necessidade de poupar atletas e a busca por continuidade tática. Assim, espera‑se um provável descanso para Dossena, que fez sua reentrada no time no jogo contra a Roma após um longo período de recuperação de uma grave lesão — uma decisão que privilegia a gestão de risco e a preservação do patrimônio atlético do clube.
Com base nas informações internas, a escalação provável do Cagliari no esquema 3-5-2 é:
- Goleiro: Caprile
- Defesa (trio): Zé Pedro, Mina, Rodriguez
- Laterais/alas: Palestra e Obert
- Meio‑campo (trio): Adopo, Gaetano, Mazzitelli
- Ataque (dupla): Kilicsoy e Esposito
O banco tende a ser curto, com poucas opções de alteração, fato que limita a capacidade de resposta a imprevistos durante a partida. Essa configuração obriga Pisacane a priorizar compactação defensiva e eficiência nas transições, minimizando as demandas físicas sobre um elenco reduzido.
Do ponto de vista coletivo, a partida contra o Lecce é uma prova de resistência institucional: não se trata somente de somar pontos, mas de gerir ativos esportivos em um calendário que não perdoa fragilidades de plantel. Para os torcedores, a presença de Mina e a manutenção do bloco que vinha rendendo são sinais de que o clube busca estabilidade; para a direção técnica, a missão continua sendo equilibrar curto prazo e construção sustentável.
Atualizações sobre prováveis mudanças de última hora e confirmações das listas de convocados serão publicadas nas horas que antecedem o apito inicial.






















