A Ford Motor Company confirmou nesta sexta-feira o seu retorno à Fórmula 1 após 22 anos de ausência. O anúncio formaliza o envolvimento direto da montadora no desenvolvimento da power unit de nova geração que será utilizada pela Oracle Red Bull Racing e pela Visa Cash App Racing Bulls, em preparação às mudanças regulamentares previstas para 2026.
Segundo o comunicado oficial, o projeto prevê uma integração técnica estreita entre os centros de engenharia de Dearborn (EUA) e de Milton Keynes (Reino Unido). O foco central estará em sistemas elétricos, eletrônica de potência e em softwares de gestão de baterias — elementos considerados cruciais para a nova era de motorização híbrida e eletrificada da categoria.
Em termos práticos, a Ford descreve a iniciativa como um laboratório de desenvolvimento avançado. As tecnologias concebidas para a Fórmula 1 deverão, segundo a empresa, ser transferidas para veículos de produção, em especial em áreas como eletrificação e eficiência energética. A montadora cita explicitamente a aplicação em futuros modelos de passeio, pick-ups e veículos comerciais.
O retorno à categoria é apresentado pela Ford como uma continuidade histórica: a empresa já utilizou as competições como campo de validação técnica desde os primórdios, quando Henry Ford enxergava as corridas como instrumento de teste industrial. Hoje, a estratégia é descrita com ênfase na pesquisa e no desenvolvimento, mais do que em metas de resultado imediato.
Fontes internas consultadas pela nossa redação confirmam que a abordagem da Ford é pragmática. A engenharia terá metas de curto e médio prazo para adaptar subsistemas elétricos e estratégias de gerenciamento de energia às rígidas exigências das novas normas de 2026, que reforçam a presença de componentes eletrificados na unidade propulsora.
Do ponto de vista esportivo, a parceria com a Red Bull projeta ganhos técnicos importantes para ambos os lados: a equipe britânica disponibiliza experiência em integração carro-motor e operações de pista, enquanto a Ford aporta know‑how em eletrônica de potência e em arquitetura de baterias. É uma configuração que, no discurso oficial, devolve à Fórmula 1 seu papel de estufa tecnológica ao serviço da mobilidade comercial.
Ressalvas técnicas e cronogramas detalhados ainda serão divulgados. A montadora evita previsões de vitórias imediatas: o foco declarado é reduzir o gap tecnológico por meio de pesquisa aplicada, testes e desenvolvimento iterativo. A presença em 2026 deverá ser o primeiro passo de um compromisso mais amplo com as competições como vetor de inovação.
Apuração e cruzamento de fontes sustentam esta síntese do anúncio. A realidade traduzida é: a Ford volta à Fórmula 1 com um projeto de engenharia focalizado em eletrificação, softwares e transferência de tecnologia para a produção em massa.


















