Por Otávio Marchesini, repórter de Esportes — Espresso Italia
É noite de Conference League para a Fiorentina, que entra em campo contra o polonês Jagiellonia no primeiro duelo dos playoffs, nesta quinta-feira, 19 de fevereiro, com início às 21h. A partida expõe novamente a tensão entre ambição europeia e urgência doméstica: a Viola, bicampeã finalista recente (2023 e 2024), precisa administrar elenco e prioridades enquanto luta para escapar da zona de rebaixamento no Campeonato Italiano.
O técnico Paolo Vanoli optou por uma escalação com peças de rodagem — uma decisão que tem sentido pragmático. No ataque, Kean tende a ganhar descanso, com Piccoli assumindo a referência ofensiva. No meio-campo, será a vez de Mandragora, que apesar de estar suspenso no Campeonato não é impedido de atuar na competição europeia; uma leitura habitual de treinadores que usam competições paralelas para preservar peças-chave.
As ausências condicionam oportunidades: Gudmundsson está fora por uma inflamação no tornozelo, abrindo vaga para jogadores como Fabbian e Fazzini mostrarem serviço em cenário internacional. Há ainda a possibilidade de descanso para Fagioli, enquanto Rugani e Brescianini sequer constam na lista da Uefa, o que reduz as opções defensivas e de banco para Vanoli.
Mais do que um jogo único, trata-se de um problema estrutural: a Fiorentina precisa acumular pontos no campeonato para não comprometer sua permanência na Série A — atualmente está a três pontos de clubes como Cremonese, Genoa e Lecce —, mas também há valor esportivo e simbólico em avançar na Europa. A escolha por uma escalação alternativa evidencia a prioridade pelo equilíbrio prolongado da temporada, evitando que a busca por uma campanha continental transforme-se em fardo para a sobrevivência nacional.
Televisivamente, o confronto entre Jagiellonia e Fiorentina será transmitido pela Sky: canais Sky Sport e Sky Sport Uno, com streaming disponível em Sky Go e Now. A grade do dia traz ainda outros jogos com exclusividade na Sky Sport: às 18h45, partidas como Kups–Lech Poznan, Noah–AZ Alkmaar, Sigma Olomouc–Losanna e Zrinjski–Crystal Palace; às 21h, Drita–NK Celje, Shkendija–Samsunspor e Omonia–Rijeka.
Para a Fiorentina, cada decisão técnica carrega consequência. Escalar segundas linhas não é sinônimo de desinvestimento — é, em muitos casos, gestão de risco. Porém, a profundidade do elenco e a capacidade de manter competitividade em duas frentes definirão se a temporada será lembrada como uma resistência administrativa ou um tropeço que poderia ter sido evitado com outra distribuição de recursos.






















