Por Giulliano Martini. A etapa feminina da Copa do Mundo de esqui chega a Crans-Montana na sexta e no sábado com uma programação dupla: a primeira jornada marcada pela descida e a segunda pelo Super-G. O calendário esportivo, contudo, está sobreposto a um contexto de dor e mobilização pública.
Em apuração in loco e cruzamento de fontes, confirmou-se que a dor relacionada à tragédia de Ano Novo permanece muito presente entre as comunidades afetadas. O sentimento foi reavivado pela recente liberação, mediante pagamento de fiança, dos proprietários do estabelecimento que pegou fogo — informação que reacendeu a comoção e o pedido por respeito às vítimas.
A FISI (Federazione Italiana Sport Invernali) e a delegação italiana decidiram, após consultas internas e contatos com familiares, que a equipe nacional vai manifestar solidariedade às famílias das vítimas. As atletas italianas atuarão com o símbolo do luto no braço durante as provas, em gesto coletivo de respeito e memória.
Estão inscritas oito competidoras italianas para as provas em Crans-Montana: Federica Brignone, Elena Curtoni, Nadia Delago, Nicol Delago, Sofia Goggia, Roberta Melesi, Laura Pirovano e Asja Zenere. A presença destas atletas mantém a Itália entre as forças tradicionais das disciplinas de velocidade, mas o clima competitiva será claramente marcado pela sobriedade.
Os organizadores anunciaram medidas complementares de homenagem: a ausência de expositores e das marcas patrocinadoras nas pistas e o cancelamento dos eventos paralelos previstos para acompanhar a etapa. São decisões alinhadas ao princípio de não transformar a competição em espetáculo enquanto famílias e comunidades ainda processam na esfera pública o luto e questionamentos sobre responsabilidades.
Este noticiário privilegia fatos brutos e verificados: a programação esportiva segue, as atletas competirão, e as iniciativas institucionais já comunicadas — luto no braço, retirada de marcas e cancelamento de eventos — têm como objetivo traduzir, em gesto público, a solidariedade e o respeito às vítimas e seus familiares. Seguiremos o desenrolar das provas em Crans-Montana com cobertura técnica e cruzamento de fontes para atualizar qualquer novidade sobre a participação das italianas e sobre ações institucionais decorrentes da tragédia.
Registro final: a decisão partiu de instâncias federativas e da própria delegação, após diálogo com órgãos locais e famílias. Em termos jornalísticos, trata-se de uma pauta que exige rigor, discrição e verificação contínua — critérios que norteiam esta cobertura.






















