Por Otávio Marchesini — Em um sábado que traduz as tensões e as rotinas do calendário do futebol italiano, o Como recebe a Fiorentina pela 25ª rodada da Serie A. A partida acontece hoje, sábado, 14 de fevereiro, às 15h, no estádio Sinigaglia, palco que, para além do resultado, continuará a revelar dimensões locais e identitárias de um jogo entre uma cidade em busca de afirmação e um clube que carrega tradições viola.
Há nuances institucionais nesse encontro. A equipe dirigida por Fabregas não entrou em campo na última rodada por conta do adiamento do seu jogo com o Milan — uma alteração imposta pela cerimônia de abertura das Olimpíadas de Milão-Cortina 2026. Vem, entretanto, de um triunfo nos pênaltis sobre o Napoli, pelas quartas da Coppa Italia, e de um empate sem gols contra a Atalanta no campeonato. Do outro lado, a formação comandada por Vanoli chega ao Sinigaglia depois do empate em 2-2 com o Torino, partida disputada no Franchi.
O confronto tem importância dupla: é disputa por pontos na tabela, mas também um termômetro de coerência para equipes que precisam alinhar calendário, rotação de elenco e objetivos europeus. Jogos como este mostram como o futebol italiano se reconfigura entre tradições regionais e demandas modernas — estádios pequenos como o Sinigaglia são laboratórios de identidade, onde a cidade se vê refletida em cada passe e cada construção coletiva.
Prováveis formações
Como (4-2-3-1): Butez; Smolcic, Carlos, Ramon, Valle; Perrone, Da Cunha; Rodriguez, Nico Paz, Baturina; Douvikas. Treinador: Fabregas.
Fiorentina (4-1-4-1): De Gea; Dodò, Comuzzo, Pongracic, Gosens; Fagioli; Parisi, Mandragora, Brescianini, Solomon; Kean. Treinador: Vanoli.
Onde ver
Como-Fiorentina será transmitida com exclusividade pelos canais DAZN. A partida poderá ser acompanhada em tempo real via smart TV e também por streaming, através do aplicativo e da plataforma web do DAZN.
Do ponto de vista tático, a partida promete contrastes: um Como que aposta em um sistema com extremos e um centroavante móvel contra uma Fiorentina que privilegia a ocupação do meio-campo e uma linha de criação mais recuada. Além do espetáculo técnico, acompanhe as implicações mais amplas — como a gestão de calendário diante de competições paralelas e as decisões de elenco que refletem prioridades institucionais.
O desafio no Sinigaglia é, ao mesmo tempo, local e expansivo: confirma ou contesta ambições. Para quem observa o futebol como fenômeno social, cada lance carrega um repertório de memórias e expectativas; para as equipes, é um momento prático de avaliação rumo à segunda metade da temporada.






















