Retorna a Champions League com os confrontos que decidem quem avança às oitavas — partidas que misturam história, prestígio e memória coletiva. Nesta chave, a Juventus, que fechou a fase de grupos em posição intermediária, reencontra o Galatasaray, que volta à fase a eliminar direta após uma ausência de 12 anos. O encontro remete, inevitavelmente, ao episódio de 13 anos atrás, quando os turcos surpreenderam e eliminaram a Juventus treinada por Antonio Conte, então a uma campanha histórica no Campeonato Italiano.
O contexto atual tem nuances distintas: os bianconeri chegam sem vitórias nas últimas três partidas e com a derrota mais recente diante do Inter; o Galatasaray, por sua vez, apresenta sequência positiva, com quatro vitórias seguidas em todas as competições. Esses contrastes transformam o jogo em um termômetro sobre a capacidade de resiliência e leitura tática das duas equipes.
As casas de aposta — aqui citamos os cadernais de mercado como referência — colocam a Juventus com ligeira vantagem nas probabilidades para o duelo direto (cotação a 2,10), enquanto empate e vitória dos visitantes aparecem em patamares intermediários (cerca de 3,50). Sobre a passagem aos oitavos, a projeção pende para os italianos (1,44) contra 2,75 para os turcos, segundo o mesmo mercado.
No capítulo dos artilheiros, o Galatasaray traz nomes que já circularam pelo futebol italiano: o ex-sul-americano de impacto, apontado com seis gols em seis jogos nesta Champions, figura entre os favoritos para balançar a rede (cotação a 2,50), enquanto o veterano atacante Mauro Icardi surge com cotação a 3,00. Na Juventus, há opções com repertório técnico: David aparece bem cotado (2,40), e atenção especial a Yildiz, que vem criando muitas chances — 12 oportunidades e 16 dribles completados na fase de grupos — e terá a chance de se afirmar na terra que o projetou (gol a 3,00).
Paralelamente, a rodada traz outro confronto de interesse continental: a Atalanta visita a Signal Iduna Arena, reduto do Borussia Dortmund, estádio onde vencer é sempre tarefa árdua. A equipe de Bergamo reencontrou fôlego após a chegada de Palladino, mas o Dortmund ostenta um histórico de invencibilidade em sete partidas em casa nas fases eliminatórias da Champions, fato que pesa nas leituras táticas e psicológicas.
Os prognósticos do mercado dão o Dortmund como favorito (algo em torno de 2,05), com equilíbrio nas chances de classificação às oitavas — cotação de 1,90 para ambas as equipes. No ataque, o Dortmund se mostra plural: dez marcadores diferentes no torneio, com nomes como Julian Brandt entre os destaques. Do outro lado, Palladino confia em peças como Samardzic e Zalewski para alimentar Scamacca, opção com presença nas listas de probabilidade de gols.
Mais que estatísticas, estes duelos traduzem um tema recorrente do futebol moderno: a continuidade histórica que molda expectativas e a capacidade dos clubes — suas direções, formações e memórias coletivas — de reescrever narrativas. Veremos se, como há 13 anos, o futebol reservará nova surpresa ou se a lógica competitiva retomará sua ordem aparente.






















