Por Chiara Lombardi, Espresso Italia — As The Voice Kids prosseguem em ritmo acelerado com as Blind Auditions na Rai 1, onde o talento juvenil encontra não apenas um palco, mas um espelho do nosso tempo. Na terceira apresentação das seleções às cegas, os coaches — Arisa, Nek, Loredana Bertè e a dupla Clementino‑Rocco Hunt — continuam a costurar as suas equipes à espera da grande final de 14 de fevereiro, que consagrará o vencedor desta edição.
O formato das Blind Auditions transforma cada performance num instante de descoberta: como se o público e os jurados assistissem a um close-up de uma memória em formação, um quadro que antecipa o roteiro oculto de uma carreira. Na terceira noite, alguns nomes chamaram a atenção tanto pela escolha do repertório quanto pela presença de palco.
Gabriele Lanciotti interpretou “Supereroi”, sucesso de Mr. Rain, e foi selecionado pela equipa Clementino‑Rocco Hunt. A formação desta dupla até agora inclui: Raffaello, Francesco, Graziano, Andrea, Michela, Francesco (registrado duas vezes na lista original), Gabriele e Patrizia — um mosaico jovem que mistura texturas vocais e histórias pessoais.
Rebecca Badaloni escolheu a clássica “La donna cannone” e optou por integrar o time de Arisa. A equipe de Arisa passa a ser composta por: Francesca, Angelo, Anna, Ginevra S. (já em final), Lavinia, Rebecca e Fabiana — um grupo que demonstra como a sensibilidade narrativa pode brilhar mesmo nas vozes mais tenras.
Simona Forte trouxe ao palco “Luce (Tramonti a nord est)”, grande sucesso de Elisa, e escolheu ficar com Loredana Bertè. A equipa de Loredana agora é formada por: Emma B. (em final), Serena, Maya, Ginevra, Briana, Riccardo, Martina e Simona. A presença de Loredana como mentora adiciona uma tonalidade teatral e feroz que pode transformar trajetórias.
Miriam Bruno optou por um contraste vocal ao cantar “Bring Me to Life”, do Evanescence, e decidiu integrar o time de Nek. O conjunto de Nek é agora: Giovanni, Emma M., Alessia, Adria, Leonardo, Ylenia e Miriam. A aposta em repertórios internacionais revela uma geração que dialoga com referências globais enquanto constrói identidades locais.
Se observarmos a progressão das equipes como se fossem elencos em formação, percebemos um eco cultural: cada escolha de música, cada virar de cadeira, funciona como um refrão que revela o que estas jovens vozes podem narrar sobre nós. A energia das Blind Auditions faz da sala de ensaio um pequeno laboratório social, onde o entretenimento se cruza com a construção de memória e imagem.
Com a reta final marcada para 14 de fevereiro, a tensão dramática aumenta — não apenas pela competição, mas pelo que essas crianças carregam de futuro e promessa. O palco de The Voice Kids continua a ser o cenário onde se lê, em notas e silêncios, o possível roteiro de novas gerações de artistas.
Para acompanhar as próximas noites e as escolhas que ainda vão redesenhar as equipes, mantenha-se atento: cada audizione é um fragmento do espelho cultural que este programa oferece.






















