Em um anúncio feito com a leveza de um gesto cotidiano, mas com o peso simbólico de quem escreve o roteiro de um grande espetáculo, Carlo Conti confirmou nesta manhã dois novos nomes para o mosaico humano do Festival de Sanremo 2026. Em uma chamada a três, dentro de um carro, Conti anunciou que Lillo subirá ao palco na quarta-feira, 25 de fevereiro, enquanto Andrea Pucci será o co-condutor da quinta-feira, 26 de fevereiro. “Bene, bene, bene!!! Lillo mercoledì 25 e Andrea Pucci giovedì 26!!! E non finisce qui…” foram as palavras que abriram o abraço entre informação e espetáculo.
Esses dois nomes se encaixam em um cast que vai se desenhando como um story board: cada peça revela uma imagem à medida que avançamos nas cenas. Ao lado de Conti e da co-condutora que estará presente em todas as cinco noites — a cantora e figura pública de alcance internacional Laura Pausini — desfilarão rostos conhecidos que prometem modular o tom de cada serata.
O momento inaugural já tem data e presença confirmadas: na terça-feira, 24 de fevereiro, o ator Can Yaman será o destaque da noite de abertura, trazendo ao palco o apelo da sua popularidade e a aura televisiva do novo papel em “Sandokan”. Na noite seguinte, a de quarta-feira, Lillo dividirá o palco com Achille Lauro, nome que já constava entre os confirmados e cuja presença insinua uma mistura entre provocação estética e performance musical — um encontro que imagino como um close-up cinematográfico do que a cultura pop italiana quer mostrar ao mundo.
Quinta-feira será a vez de Andrea Pucci, cuja comicidade direta e popular deve oferecer contraste e leveza no meio do festival. Resta agora a expectativa sobre quem completará as noites finais, sexta e sábado, numa estratégia que parece calibrada para manter a curiosidade e o pulso midiático acesos até o último acorde.
Como observadora do zeitgeist, vejo em cada escolha de elenco mais do que um nome de cartaz: encontro traços de memória coletiva, desejos de identificação e a tradicional estratégia de transformar a plateia em espelho. Sanremo, mais uma vez, funciona como um palco onde a Itália se conta e se reinventa — o festival é o set onde se filma o presente que queremos ver amanhã.
Na próxima semana, segundo o próprio Conti, serão reveladas as co-condutoras e outras surpresas que prometem acrescentar camadas ao enredo. Até lá, o público e a crítica poderão mapear expectativas, imaginar dinâmicas e preparar o olhar para um evento que, apesar de televisivo, fala alto sobre identidade cultural e consumo simbólico.
Em suma: Sanremo 2026 segue montando seu painel com ritmo deliberado. Lillo no dia 25 e Andrea Pucci no dia 26 entram como peças de um quebra-cabeça que ainda terá revelações — e é justamente esse jogo de antecipação que transforma cada anúncio em pequena cena de cinema.






















