Hoje, 12 de janeiro, celebra-se o aniversário de Orlando Bloom — nome completo Orlando Jonathan Blanchard Bloom — que completa 49 anos. Nascido em 1977 em Canterbury, Inglaterra, Bloom mostrou cedo sua vocação para a atuação: aos 16 anos deixou sua cidade natal e mudou-se para Londres, onde concluiu os estudos e passou dois anos no National Youth Theatre.
O jovem ator conquistou uma bolsa para a British American Drama Academy e, ainda adolescente, fez pequenas aparições em séries inglesas como Casualty e London’s Burning. Sua primeira entrada no cinema ocorreu em 1997 com Wilde, de Brian Gilbert — um cartão de visitas modesto antes do grande encontro que mudaria sua carreira.
Esse encontro veio pela mão de Peter Jackson, que o avistou em um espetáculo teatral enquanto procurava talentos britânicos para a adaptação cinematográfica da trilogia de Tolkien, O Senhor dos Anéis. Embora Bloom tivesse se candidatado inicialmente ao papel de Faramir, Jackson o escalou para o papel que o eternizaria: o elfo Legolas. Foi ali, no set épico, que o jovem ator ascendeu ao panteão da nova geração.
As filmagens não foram sem percalços. Bloom sofreu um acidente ao cair de um cavalo e fraturar uma costela — episódio que se soma a uma lista de lesões que ele relatou em entrevistas: costas, costelas, nariz, ambas as pernas, braço, punho, dedos e até três contusões cranianas. Esse inventário de danos é quase uma metáfora física do custo de fazer arte em produções físicas e grandiosas.
O reconhecimento colecionado pela trilogia foi substancial: o elenco de O Retorno do Rei recebeu, em 2003, o Screen Actors Guild Award de melhor conjunto, depois de indicações para os dois filmes anteriores. Bloom também acumulou prêmios do Empire e do Teen Choice, consolidando sua transição para Hollywood.
Após a superprodução tolkieniana (2001-2003), novas portas se abriram. Em 2003 integrou o elenco de Ned Kelly (dir. Gregor Jordan) e, no mesmo ano, ganhou o papel que o tornaria ainda mais popular: Will Turner em Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (2003), de Gore Verbinski — seguido por Piratas do Caribe: No Fim do Mundo (2007).
O ciclo épico continuou com Troy (2004), onde interpretou Paris a convite do diretor Wolfgang Petersen, e com Kingdom of Heaven (2005), dirigido por Ridley Scott. Em 2013, Orlando retorna ao universo de Tolkien como Legolas em O Hobbit: A Desolação de Smaug, e no mesmo ano volta aos palcos de Broadway com uma versão moderna de Romeu e Julieta.
Seu percurso recebeu ainda a consagração simbólica de Hollywood: em 2 de abril de 2014, Bloom recebeu a estrela número 2521 na Hollywood Walk of Fame. No fim de 2014, em 17 de dezembro, ele retorna novamente ao universo hobbit em O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos.
Na última década, Bloom continuou diversificando sua filmografia: em 2017 protagonizou Romans (título brasileiro: Romanos – Demônios do Passado), dirigido pelos irmãos Shammasian. Sua trajetória, que atravessa fantasia, épico histórico e dramas contemporâneos, funciona como um espelho das possibilidades de reinvenção de um ator cuja imagem pública se confunde com personagens icônicos.
Celebrar os 49 anos de Orlando Bloom é também convidar o público a refletir sobre o papel das franquias na formação de ícones culturais e sobre como um intérprete pode se tornar, para várias gerações, o reflexo de mitos reencenados. Legolas não é apenas um personagem: é um ponto de ancoragem no imaginário coletivo, e a carreira de Bloom mostra o roteiro oculto entre fama, risco físico e reinvenção artística.






















