Por Chiara Lombardi para Espresso Italia
O ator James Van Der Beek, eternizado como Dawson Leery em Dawson Creek, morreu na manhã de 11 de fevereiro de 2026, no Texas, aos 48 anos. A confirmação veio das redes sociais da família, em uma mensagem emocionante assinada por sua esposa, Kimberly Brook, que pediu privacidade enquanto a família se recolhe ao luto.
Em seu post, Kimberly Brook escreveu: “Nosso amado James David Van Der Beek morreu serenamente esta manhã. Ele enfrentou seus últimos dias com coragem, fé e graça. Há muito a ser partilhado sobre seus desejos, seu amor pela humanidade e a sacralidade do tempo. Esses momentos virão. Por ora, pedimos privacidade serena enquanto choramos nosso marido amoroso, pai, filho, irmão e amigo.”
O ator havia revelado, no final de 2024, o diagnóstico de um câncer colorretal, por meio de um post em sua conta no Instagram. A notícia de sua morte interrompe uma carreira que se confundiu, para várias gerações, com a imagem cinematográfica e televisiva do jovem sonhador que virou ícone dos anos 1990 e 2000.
Van Der Beek se casou pela primeira vez com a também atriz Heather McComb, entre 5 de julho de 2003 e junho de 2009. Em 1º de agosto de 2010, celebrou um novo casamento com Kimberly Brook, com quem teve seis filhos: Olivia (n. 2010), Joshua (2012), Annabel (2014), Emilia (2016), Gwendolyn (2018) e Jeremiah (2021).
A trajetória familiar do casal, porém, passou por episódios de aflição marcantes: Kimberly e James viveram o drama de cinco perdas gestacionais. O mais doloroso dos episódios ocorreu em junho de 2020, próximo a outra perda registrada em novembro de 2019. Em uma publicação na época, o ator lembrou com delicadeza que a “alma que esperávamos acolher no mundo tinha outros planos que não incluíam se unir a nós”.
Como observadora cultural, é impossível não perceber que a notícia — que atravessa o espaço íntimo da família e o imaginário público — funciona como um espelho do nosso tempo: a figura de um astro televisivo que cresceu junto com um público internacional, agora confrontando a fragilidade da vida e a finitude. O caso de Van Der Beek reitera como a cultura pop frequentemente nos oferece roteiros ocultos sobre perdas, resiliência e a busca por sentido em público.
Além de sua carreira na TV e no cinema, circulam também informações sobre compromissos artísticos recentes: circulação pela Europa com a turnê Route 96 e a expectativa por um novo álbum — lembranças de uma carreira multifacetada que transitava entre a música e a atuação. Esses projetos, que deveriam prolongar a presença do ator nos palcos e na estrada, ganham agora a carga memorial de quem produziu arte até o fim.
Enquanto detalhes sobre cerimônias e homenagens não são divulgados, a família pede tempo para o luto. Para os fãs e para a crítica cultural, a partida de James Van Der Beek é mais que o fim de uma biografia: é um ponto de reflexão sobre como a televisão moldou identidades coletivas e como o astro que foi símbolo de um adolescente em crise se transformou em pai, parceiro e figura pública que nos convida a ver além da superfície.
Atualizaremos esta reportagem conforme novas informações forem divulgadas pela família ou por fontes oficiais.





















