Mel Gibson completa 70 anos e deixa um legado complexo no cinema mundial: ator, diretor e produtor cuja carreira mistura sucessos de bilheteria, prêmios e episódios controversos. Nascido em 1956 em Peekskill, Nova York, Gibson soma participação em mais de 60 filmes e creditos como diretor em seis longas — com o sétimo já em produção, La Resurrezione di Cristo, continuação do polêmico La Passione di Cristo (2004).
No papel de produtor, é figura central da Icon Productions, empresa por trás de mais de dez filmes. Sua imagem pública também teve picos de glamour: em 1985 foi eleito o homem mais sexy do mundo pela revista People, marcando a inauguração da lista “The Sexiest Man Alive”.
A fama internacional de Mel Gibson consolidou-se com as franquias de ação Mad Max e Máquina Mortífera (Lethal Weapon), mas sua filmografia é diversa — inclui trabalhos como o “Hamlet” dirigido por Franco Zeffirelli, o drama Amore per sempre (Forever Young) e o faroeste contemporâneo Maverick. Em 1993, Gibson fez sua estreia na direção com O Homem Sem Rosto (The Man Without a Face), abrindo caminho para um dos pontos altos de sua carreira: Braveheart (1995), conhecido no Brasil como “Coração Valente”, que recebeu 5 Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção, entre 10 indicações.
Em 2004, retornou à direção com La Passione di Cristo, obra que gerou forte controvérsia, sendo criticada por algumas vozes como exibicionista na representação da violência e acusada de conotações antissemitas. Mais de duas décadas depois, Gibson trabalha em La Resurrezione di Cristo, planejado como um lançamento em duas partes: a primeira parte estreia na Sexta-Feira Santa, 26 de março de 2027, e a segunda chega aos cinemas em 6 de maio de 2027, data da Ascensão, 40 dias depois.
Ao longo de sua trajetória, Mel Gibson também enfrentou episódios judiciais e polêmicas. Em 2006, foi detido por dirigir alcoolizado. Em 2011, envolveu-se em um processo relacionado a abusos contra a então companheira Oksana Grigorieva; como acordo, cumpriu três anos de liberdade vigiada e foi obrigado a frequentar um programa para dependentes alcoólicos. Mais recentemente, em 2025, foi nomeado por Donald Trump como embaixador especial, em conjunto com Jon Voight e Sylvester Stallone, com a justificativa de fortalecer o cinema americano e recuperar mercados internacionais.
Atualmente, enquanto finaliza o novo projeto sobre a ressurreição de Cristo, o nome de Gibson permanece divisivo: celebrado por sua contribuição artística e por momentos de glória em Hollywood, criticado por episódios pessoais e por controvérsias associadas a algumas de suas obras. Aos 70 anos, sua carreira continua a provocar debates sobre arte, responsabilidade e imagem pública.






























