Em um relato que mistura resignação e força, Alessandra Drusian, metade do duo musical Jalisse, anunciou nas redes sociais que se submeteu a uma cirurgia de prótese no quadril no dia 8 de janeiro. A intervenção encerrou um ciclo de sofrimento que se arrastava há mais de cinco anos, segundo o próprio marido e parceiro artístico, Fabio Ricci, durante sua participação no programa La Volta Buona, apresentado por Caterina Balivo.
Fabio foi ao estúdio sozinho e a ausência de Alessandra suscitou curiosidade. A cantora, no entanto, apareceu em um vídeo gravado (rvm) para o programa, explicando com bom humor e gratidão: “Rimango basita Caterina come tu sia riuscita a far venire Fabio lì in studio da te senza di me. Comunque mi hai fatto un regalo enorme. Qua ho pure le mie stampellucce per un po’ di giorni. Oggi mi rilasso”. A mensagem traduz a vulnerabilidade do momento, mas também a leveza que Alessandra tentou manter ao comunicar a recuperação.
Ricci detalhou que a artista havia carregado a problemática por cinco longos anos e que, apesar de tentativas com fisioterapia, infiltrações e analgésicos, não havia outra saída a não ser a cirurgia: “Lei è stata operata all’anca l’otto gennaio… veramente una ragazza con un coraggio, una forza tremenda”. Segundo o músico, o agravamento se deu nos últimos meses e levou à decisão definitiva.
Em suas publicações, Alessandra Drusian contou que o ponto de ruptura foi a participação em um reality show — identificado publicamente como L’Isola dei Famosi — que foi “a mazzata finale”. A exposição e as exigências físicas da experiência televisiva teriam sobrecarregado seu quadro, acelerando o desgaste que já vinha progredindo há anos.
Esse episódio é, ao mesmo tempo, um relato médico e uma narrativa pública: a trajetória de uma artista que tenta equilibrar corpo e carreira sob a lupa do entretenimento. Como analista cultural, é interessante perceber como a sociedade transforma a integridade física dos corpos públicos em parte de um roteiro cujo desfecho muitas vezes aparece em rede social — o espaço contemporâneo onde se anuncia tanto a dor quanto a superação. A cirurgia de prótese de quadril aqui funciona como um remendo no tecido da biografia pública, um ponto de virada que ressoa para além do fato em si.
Na prática, a intervenção marca o começo da reabilitação e de um período em que Alessandra precisará de repouso e apoio. O uso das chamadas “stampellucce” (muletas/canes) foi comentado por ela com ironia afetuosa, sinalizando que a cantora encara o pós-operatório com a mesma dignidade e leveza que caracterizam sua carreira.
Fabio Ricci, ao falar da coragem e força da parceira, também fez desse relato uma reflexão sobre a resistência exigida a quem vive da imagem: a performance não termina ao apagar das luzes; persiste nos bastidores, nas viagens, nas audições e, às vezes, nas decisões médicas que a fama torna públicas.
Enquanto a recuperação segue, os fãs e o público aguardam notícias e desejam rápida melhora. A sequência desse capítulo será, certamente, acompanhada não apenas como um update de celebridade, mas como um espelho do nosso tempo — onde saúde, trabalho e visibilidade se entrelaçam no roteiro cotidiano.






















