Retorna neste sábado 17 de janeiro no canal Nove o talk de análise política Accordi & Disaccordi, conduzido por Luca Sommi. A edição de estreia da temporada vai ao ar em primeira noite, às 21:30, reunindo vozes que prometem mapear os contornos do momento internacional e nacional, numa escrita que é ao mesmo tempo jornal e espelho do nosso tempo.
Os convidados da primeira transmissão são o filósofo Massimo Cacciari, a jornalista Rula Jebreal (em conexão desde Nova York) e o professor de Sociologia do Terrorismo Alessandro Orsini. No estúdio, como de costume, o diretor do Il Fatto Quotidiano Marco Travaglio e o jornalista Andrea Scanzi farão a leitura crítica dos fatos mais relevantes da semana.
O eixo do debate promete ser o chamado grande movimentismo externo do presidente dos EUA, Donald Trump. Após a operação que levou à captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, o foco se volta para as ambições expansionistas que se insinuam sobre outras áreas da América do Sul e até mesmo sobre a Groenlândia. É aí que a conversa se transforma num refrão sobre poder, legitimidade e narrativa: o que motiva estas gesticulações e que roteiro oculto elas desvelam sobre o novo mapa geopolítico?
Como observadora cultural, proponho enxergar esse encontro televisivo como uma pequena cena do grande filme contemporâneo — onde cada interlocutor traz um plano de câmera diferente: o filósofo que recorta as estruturas, a jornalista que reporta as imagens e o sociólogo que busca a motivação íntima das ações. Juntos, compõem um reframe da realidade que ajuda o público a ler melhor os sinais do presente.
Em outros trechos da cobertura desta sexta-feira (Adnkronos, 16 jan.), a imprensa registrou acontecimentos distintos que também bordam o tecido social: relatos de violência com faca entre jovens e as reações políticas a esse fenômeno. O líder político Matteo Salvini classificou os episódios como “sconvolgente, doloroso, assurdo” e pediu uma combinação entre lei e educação. Já o prefeito de La Spezia, Pierluigi Peracchini, chamou atenção para a complexidade social, relacionando o problema a dinâmicas de integração e a particularidades de algumas comunidades.
Em tom institucional, pede-se ao governo medidas mais severas para proteger vítimas e assegurar que os responsáveis não “fiquem impunes”, segundo apelos de autoridades locais. Ainda na programação da mostra de voz pública, o ex-primeiro-ministro Romano Prodi recordou a complexidade social e cultural do Irã pré-1979, ressaltando as divisões internas que alimentaram a convulsão histórica do país.
Accordi & Disaccordi se apresenta, portanto, como um espaço onde política, memória e narrativa contemporânea se encontram — um set de debate onde o espectador é convidado a ver além do noticiário e a pensar o porquê por trás das manchetes. Sintonize Nove às 21:30 no sábado para acompanhar ao vivo a primeira conversa da temporada.






















