MPS apresentou seu Piano strategico 2026–2030, traçando uma meta ambiciosa de crescimento sustentável e retorno aos acionistas. O plano projeta um utile netto de €3,3 bilhões em 2026, com expansão para €3,7 bilhões em 2030, apoiado pela integração com Mediobanca e por sinergias estimadas em €700 milhões.
O Conselho de Administração de Banca Monte dei Paschi di Siena S.p.A., presidido por Nicola Maione, aprovou o plano intitulado “Da radici profonde a nuove frontiere – Una forza competitiva di primo piano nel settore bancario”. Segundo a administração, trata-se da evolução natural da transformação já em curso, com desenho de um grupo claro e eficiente, capaz de valorizar plataformas e melhorar a experiência do cliente em todos os canais.
A divisão Retail & Commercial Banking é apresentada como o motor da expansão, com 1.250 agências, mais de 2,7 milhões de clientes de varejo e mais de 110 mil clientes corporativos. Essa frente deverá contribuir com um impulso significativo ao margine di intermediazione, estimado em cerca de €2,6 bilhões pela divisão em 2030, dentro de um total de margens do Grupo projetadas em até €9,5 bilhões ao final do horizonte do plano (CAGR de 4,6% entre 2025 e 2030).
O plano enfatiza também a diversificação de receitas, com incremento da componente comissionária prevista em crescimento médio anual de 5,6% no período 2025–2030. A eficiência operacional é uma prioridade: o cost/income deve cair de 46% em 2025 para 38% em 2030, resultado da consolidação processual e das sinergias operacionais — incluindo os €700 milhões de sinergie decorrentes do delisting e da integração plena com a estrutura da Mediobanca.
Na frente de rentabilidade e solvência, o ROTE ajustado é projetado em 18% ao término do plano. A qualidade do crédito é robusta: o Net NPE ratio é previsto em 1% até 2030. A solidez patrimonial se mantém elevada, com um CET1 ratio em torno de 16% durante o horizonte do plano e um buffer de capital de aproximadamente €3 bilhões para garantir flexibilidade estratégica.
Do ponto de vista da criação de valor, o plano prevê distribuições totais aos acionistas da ordem de €16 bilhões ao longo do período, com um payout de 100%. Esses números demonstram o compromisso de MPS em traduzir a transformação operacional em remuneração direta aos investidores.
Como economista e estrategista, interpreto esse plano como uma calibragem técnica fina: há uma clara combinação de motor de receitas (expansão do varejo e fees), freios fiscais e operacionais a serem ajustados (melhoria de cost/income) e um chassi de capital robusto (CET1 e buffer). A integração com Mediobanca amplia o leque de oportunidades, mas exigirá disciplina na execução para converter as sinergias anunciadas em fluxo de caixa real e entregas de lucro.
Luigi Lovaglio, CEO do Grupo, destacou que a estrutura proposta pretende tornar o banco mais diversificado, sólido e lucrativo, apto a oferecer retornos atraentes aos acionistas enquanto promove crescimento sustentável.






















